/A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO

Falar em público pode ser um grande problema para muitos, assim sendo alguns por timidez, outros por insegurança, no entanto, existem vários motivos que travam as pessoas na hora de transmitir alguma mensagem para o público. Nos dias atuais em que vivemos, saber se comunicar de forma correta é fundamental para qualquer área de nossa vida, mais ainda no campo profissional. A oratória tem um grande poder de falar em público, seu maior objetivo é saber convencer qualquer pessoa sobre qualquer assunto. Podemos abranger o assunto sobre a vida profissional, as maiorias das empresas avaliam o poder de sua oratória já na primeira entrevista de emprego, pois isso é peça essencial no desempenhar de qualquer função, a comunicação é fundamental para aqueles que conseguem representar melhor sua fala, pois assim saem na frente de seus concorrentes.

Podemos destacar a motivação para a realização deste trabalho, no entanto surgiu a partir de estudos na área da Oratória e da busca de profissionais que estão à procura de melhoria na competência de falar em público. Lopes (2000) explica que inicialmente o termo comunicação oral era definido como todo e qualquer pronunciamento que se pudesse fazer oralmente, portanto envolvendo as seguintes    habilidades da fala e da voz. Assim a adequação da fala e da voz tem padrões tidos como “corretos” sendo a meta a ser atingido, o que se conhecia tradicionalmente como “falar bem”. Mas, tratando-se de indivíduos que utilizam a fala e a voz profissionalmente, observou-se que a demanda dos mesmos era encontrar formas de elaborar e aprimorar seu   próprio    discurso.  A autora afirma que a Oratória é a proposta perfeita para suprir a demanda acima citada, pois trata precisamente do desenvolvimento da expressão oral, levando em consideração a melhora e o embelezamento desta, ou seja, o “falar mais bonito”, mais “agradável” e com convicção. Bloch (2002, p.3) ressalta que o falar é expressar o que sentimos, comunicar o que se pensa, expor os fatos de maneira mais eficaz possível, de modo que o seu auditório, podendo ser desde a criança até o cientista mais evoluído, consiga absorver o que você está dizendo. Lopes (2000) ainda se refere que a arte de falar bem vem de origens da Grécia. A cidade de Atenas foi o maior centro de estudos de Oratória, tanto em retórica (capacidade de teoricamente gerar persuasão, tendo como maior meta à adesão dos ouvintes) quanto em eloquência (em uma dimensão prática, ser capaz de expressar com facilidade a fala, ligada à arte   de   convencer   ou comover por meio da palavra). Assim a Oratória compreende o discurso como sendo uma exposição de ideias preparada de maneira organizada, e que sempre deve ser composta por algumas características básicas no que diz respeito à organização do pensamento e do raciocínio.

Visando que nós dias atuais, existe uma necessidade de comunicação em vários segmentos sociais e profissionais, em especial neste estudo tentando mostrar o quanto melhor preparado e qualificado o orador estiver, melhores oportunidades ele terá, pois para Gomes (2005), o mundo dos negócios tem exigido profissionais cada vez mais especializados. Empresas, escolas, universidades buscam profissionais com melhor comunicação, que consigam se expressar diante do público. Daí a busca continua por melhor qualidade profissional e uma maior produtividade com menores custos, para atingir um objetivo importante: podemos destaca visto que isso, o presente trabalho tem por objetivo indicar caminhos para o aprimoramento da arte de falar em público destinado a profissionais em geral. Visando contribuir coma à valorização de competências essenciais do mesmo como a liderança, o relacionamento interpessoal e o trabalho em equipe.

 A IMPORTÂNCIA DA ORATÓRIA

Definimos a oratória como a uma espécie de arte falada, tem como principal auxiliar a Voz.  O orador que fala com propriedade, persuade, convence,          consegue cativar o interesse e comover o auditório.

A voz tem de seduzir, encantar, persuadir, empolgar, arrebatar, é podendo influir sobre indivíduos e grupos, demonstrar, persuadir, esclarecer ideias e conceitos, na vida particular, social ou profissional. Através da palavra, podemos nos expressar.

Propriamente diz que a arte da oratória, pode informar, comunicar ideias, defender, refutar, realizar discursos ou falar com propriedade. Entretanto são essas oportunidades que fazem da oratória uma arte sempre atual, o qual tem conhecimento tanto é imprescindível para a vida social quanto para promover o próprio trabalho. (BRANDI, 1972).

O renomado professor Mattoso Câmara Jr., em 1961, observava com grande lucidez que “só a boa linguagem permite a plena integração do ser humano na sociedade humana.” Sendo dito em outro estudo da palavra, Georges Gusdorf finalizou sua conclusão que a realidade humana encontra   na   palavra um modo de afirmação de cada um e de seu estabelecimento  no mundo.

A maioria dos autores conclui que toda a oratória tem um desses objetivos: Persuadir ou conduzir à ação; informar; impressionar; convencer; entreter, ajustando suas palavras à finalidade do auditório e à ocasião.

“Existe  uma linguagem tipicamente didática, que se distingue tanto do linguajar vulgar, pouco disciplinado e quase sempre incorreto, como do estilo solene e formalizado da grande arte oratória.” Devendo ela ser fluente, clara, simples, correta, firme, agradável e convincente, para buscar uma motivação no ouvinte. (MATTOS, 1970)

Temos  como prioridade a importância da oratória em seguintes situações de Dirigir ou participar de reuniões, apresentar relatórios, presidir   solenidades vender ou apresentar produtos ou serviços, ministrar cursos, palestras, sala de aula o dia-a-dia do professor enfim, muitas situações onde  saber falar é fundamental, até mesmo para agradecer uma homenagem, dar uma entrevista em de rádio ou televisão, são momentos que podem aparecer na rotina de qualquer pessoa e se ela não estiver preparada, certamente não terá êxito ao se comunicar.

Muitas vezes não somos cobradas na escola essa parte da oratória, e nós conta quando chegamos na universidade no Ambiente Acadêmico, seminários em disciplinas, defesas de estágios, entrevistas para projetos, ampla são as possibilidades neste ambiente que requere atenção para um conceito de importância da oratória. Estar preparado significa estar sempre seguro para as oportunidades que aparecem em qualquer momento.

Não todos que tem a oportunidade de ingressar em um curso superior, mas no mercado de trabalho somos cobrados neste ambiente que nós requeremos ainda mais um preparo especial do profissional tem autonomia de levar a fala no nosso cotidiano. Em um cenário em que o profissional deseja defender seu ponto de vista ou ideias junto aos demais. É fundamental que ele consiga se expressar bem e seja entendido pelos demais. Existem momentos no cotidiano ao falar com os subordinados, superiores ou líderes, a comunicação necessita estar perfeita, clara, objetiva e passada de maneira com que todos possam entender e interpretar com muita facilidade independentemente do nível hierárquico.

A IMPORTÂNCIA DA ORATÓRIA

O medo é o maior vilão de quem deseja falar em público e aparece mesmo entre os mais profissionais experientes, e como cita Carnegie (1999) o medo derrota o maior número de pessoas do que qualquer outra coisa no mundo. Pressionados pelo medo, ou pelo pavor, as a maioria das pessoas não acreditam em suas qualidades de conseguir se comunicar, e assim   evitam   todas as oportunidades para falar diante de grandes grupos de pessoas (FROLDI & O’NEAL, 1998).

Polito (1998) menciona que o medo nasce com o homem e abraça-o por toda a vida, então nós todos somos sujeitos às investidas desse fantasma que na maioria das vezes é apenas   o   resultado da fabulação do nosso próprio pensamento.

Definimos o medo como mecanismo de nossa defesa que existe para proteger o homem daquilo que possa lhe fazer algum mal. Quando ocorre a sensação de medo é observada como um processo de liberação de adrenalina na corrente sanguínea, que produz um descontrole generalizado no organismo, propiciando assim o aparecimento vários sintomas como aceleração das batidas do coração, gagueira, tremor das pernas, suor das mãos, empalideci mento ou enrubescimento da face, tremor na voz, secura ou excesso de saliva na boca, incapacidade de concentração no assusto, riso nervoso, desejo de sair daquela situação, incoordenação     dos movimentos   de   braços e pernas e palavras truncadas ou rápidas demais. Sendo assim, o medo de falar em público apresenta a possibilidade de se   acreditar   que algo possa sair errado no momento da apresentação, devido ao pouco conhecimento do assunto, falta de prática ou experiência ao falar e falta de conhecimento de si próprio (COHEN apud POLITO, 1993).

Roldi e O’Neal (1998) descreve que dominar o medo de falar em público é o maior desafio para aqueles que tem o desejo de desenvolver e praticar a arte da Oratória. Naturalmente o nervosismo nos primeiros instantes em que somos observados pelo público, entretanto, é um recurso que pode render bons resultados é lembrar-se de que aquele momento mais aflitivo, de grande ansiedade, é passageiro.

A maioria das autoras falam ainda que o sucesso pessoal sempre depende, em grande parte, da nossa liberdade de expressão do ser humano, mas ainda, em virtude de ambientes desestimulantes  para a boa comunicação algumas pessoas acabam perdendo a competência, inclusive a autoconfiança. Cada pessoa é única, valiosa, e tem um potencial enorme de qualidades que apenas precisam ser desenvolvidas (FROLDI; O’NEAL 1998).

Para conseguirmos vencer o medo de falar em público, o orador deve analisar as causas do seu medo e não tentar abolir o nervosismo, mas transformá-lo em energia positiva. Deve-se, além de reforçar os pontos positivos, aumentando a autoestima, realizando exercícios de relaxamento corporal.

O essencial é ter em mente que por mais distante que esteja a meta a ser atingida e o seu potencial, deve-se ter dedicação, estudo e persistência, para se chegar a realização esperada (FROLDI; O’ NEAL, 1998).

COMUNICAÇÃO VERBAL DA ORÁTORIA

Pânico (2005) analisa os aspectos verbais a capacidade de trocar ou discutir ideias, de dialogar, conversar, podendo variar de uma pessoa para outra; entretanto tem pessoas que através da fala conseguem envolver e encantar qualquer público. A autora diz que para se estabelecer teoricamente um bom discurso, deve-se considerar cinco aspectos:

Quem fala –  que é o   próprio   falante. É importante que o próprio conheça seu comportamento natural de comunicação, se fala pouco, se gosta de se comunicar, tem o hábito da leitura, é   reservado ou extrovertido, assim o falante conhecerá o quando suas habilidades linguistas estão ou precisarão ser mais exploradas.  Para que as habilidades da fala sejam aprimoradas deve-se estimular o hábito e o gosto pela leitura, produzir textos e realizar interpretações de materiais escritos, fazer a leitura em voz alta, gravar a produção da fala, para que desta maneira tenha-se conhecimento das próprias evoluções, deficiências e potencialidades.

O que se fala – se refere a respeito do conteúdo e tipo de discurso, entretanto o conteúdo sempre está envolvido a serviço de uma intenção determinada e com uma finalidade, a comunicação torna-se sem sentido caso não consiga transmitir o assunto.

Por que se fala – refere-se ao canal pelo qual a mensagem será transmitida, podendo ser ela auditiva, visual ou ambos, se será necessário utilizar mais recursos audiovisuais, entre eles microfone, multimídia e outros. Para saber quais recursos serão mais efetivos na relevância da transmissão da mensagem leva-se em consideração, entre outras coisas, como à distância entre falante e ouvinte.

A quem se fala refere-se aos ouvintes da mensagem, assim o sucesso do discurso é determinado pela compreensão do ouvinte, ou pela ação que a compreensão vai gerar. Para gerar a compreensão da mensagem torna-se necessário alguns ajustes a fala ao grau de instrução e a situação atual do ouvinte, ou seja, se o ouvinte está atento ou pronto para receber a mensagem, se os ouvintes apresentam ou não um algum tipo de conhecimento prévio do tema tratado. A comunicação só se torna efetiva se for possível ao interlocutor entender a mensagem.

Com que efeitos – Fala a respeito da impressão causada ao ouvinte após a mensagem ser transmitida, pois este efeito a ser produzido quando se conclui um discurso deve ter ligação direta com a ação que se pretende gerar como resposta. Exige pausas durante a fala podendo dar ênfase ao que se quer dizer, a entonação exclamativa pode  manifestar surpresa, admiração, incredulidade ou ironia, a fluência e velocidade da fala apresentam um pensamento lógico e ideias   encadeadas, o uso de mais de um ponto de interrogação em uma frase interrogativa caracteriza uma pergunta difícil de responder. Assim o uso desses recursos com equilíbrio e variedade pode conferir naturalidade, expressividade e atitude do falante em relação ao texto emitido de maior compreensão do assunto pelo ouvinte.

Panico (2005) relata que o uso desses recursos não é garantia de ao final do discurso atingirmos o que havíamos criado como meta de proposta, no entanto é esse o desafio a ser superado. Aceitá-lo deve ser parte do compromisso do falante com seu trabalho, entretanto a coragem fará com que nos tornemos pessoas mais comunicativas.

OS ASPECTOS NÃO VERBAIS DA ORÁTORIA.

Segundo Mendes (1996) explica que a voz permite enfatizar ideias, torná-las vibrantes e claras, pois ela projeta sentimentos, revelando a personalidade do próprio comunicador, demonstrando quem ele é, também mostra como ele vê e pensa sobre o mundo. Ela tem o poder de enriquecer o pensamento e facilitar a compreensão do receptor. Assim a voz é constituía pelos seguintes fatores: orgânicos (pulmões, laringe, faringe, cavidade oral e cavidade nasal); físicos (tamanho e forma da caixa torácica, comprimento,   grossura e densidade das pregas vocais, além de rinites, sinusites, resfriados); psicoemocionais (tensão, medo, ansiedade, insegurança); culturais (vestimenta, conduta e postura), e pelos atributos, tais como: altura (grave- aguda); intensidade (forte-fraco); qualidade ou timbre vocal (rouca, aguda, abafada, etc.). Se baseando em Piccolotto e Soares (2002). Estes fatores entrelaçados e harmoniosamente associados proporcionam ao ouvinte segurança, confiança e credibilidade. A voz tem o poder de gradativamente ser aprimorada com a prática diária de exercícios de: aquecimento, projeção, extensão, inflexão, desaquecimento vocal. sendo que, as pregas vocais possuem uma musculatura muito delicada, e por isso, de acordo com Mendes (1996), necessitam de zelo, devendo-se evitar: o uso de bebidas alcoólicas; o fumo; ar condicionado; gritar; alimentos gordurosos; alimentos muito quente ou muito frio; pigarro; abuso vocal.

A partir das interações a fala é construída com expressividade que se estabelecem entre elementos segmentais, como vogais e consoantes, e prosódicos, tais como ritmo, entonação, pausas e padrões de acento.

Os elementos prosódicos de acordo com a mesma autora, exercem na fala as funções de segmentar o fluxo articulatório, reduzindo a ambiguidade, aumentando a sua inteligibilidade, facilitando a compreensão e destacando os elementos na fala. Através da ênfase realizada na pronúncia das palavras torna- se possível diferenciar certas características do restante do contexto, proporcionando melhor entendimento da fala, ou seja, é possível diferenciar uma fala afirmativa de uma interrogativa e/ ou exclamativa, além de enfatizar as emoções e condições físicas do falante. Podemos ressaltar aqui o cuidado com a articulação correta dos sons da fala, evitando realizar omissões, substituições ou distorções de sons da fala.

Guedes (2005, p.81) dá a definição de gesto como movimentos realizados pelas mãos e braços e que acompanham o ato da fala. Ele também participa de forma integrada com a fala, permitindo que ambos se tornem veículos diferentes de um mesmo processo simbólico, definido como linguagem.

Para Mendes (1996) os gestos ajudam a compor o estilo do comunicador, assim facilitam o entendimento e a transmissão de ideias que está tentando passar apara o público. O gesto sincronizado com apalavra gera melhor projeção e harmonia na comunicação, ainda promove melhor sintonia entre orador e ouvinte. Os gestos têm o poder de antecipar a expressão da fala, e é usado frequentemente quando determinado assunto apresenta diferentes informações ou requer processos cognitivos mais complexo, do que quando o discurso exige respostas simples. Entretanto os movimentos faciais e corporais seguem o mesmo fluxo da fala, obedecendo às   pausas, interjeições e outras manifestações comuns da comunicação. Podemos classificar os gestos como autônomos e associados à fala. Os autônomos são produzidos na ausência da fala, pois a substituem, tais como movimentos de cabeça, de olhar, entre outros, e os associados à fala, que como o próprio nome já diz, acompanham a fala e são representados pelos gestos fáticos, também chamado de reguladores, como “hum- hum, hein?, como?; os gestos meta discursivos, que reforçam a importância do que está sendo dito e por último, os gestos referenciais, que complementam através de conceitos abstratos, como ilustrações, mímicas, o que se diz.

Rector e Cotes (2005) afirmam que a quietude do corpo corresponde ao silêncio da fala. Sendo assim durante a fala os movimentos do corpo devem ser adequados com a situação e com a emoção que deseja ser passada aos ouvintes. A voz e a expressão facial é a dupla de elementos que expressam maior emoção, mas também são nossas inimigas caso haja medo e insegurança, pois essas dificuldades serão imperceptivelmente transmitidas; olhar para os ouvintes durante a comunicação mostra interesse e atenção que estamos transmitindo, entretanto, não se deve fixar somente num ponto, mas deve-se mover o tempo todo o olhar em várias direções, conseguindo assim envolver todo o  público. A espontaneidade e naturalidade tornam o discurso mais expressivo e sedutor aos ouvidos fazendo que os sintam interessados no assunto.

Pois além da expressividade facial, a harmonia corporal deve acompanhar o discurso, Mendes (1996), cita que os pés, pernas e joelhos devem estar alinhados, conferindo maior domínio físico e permitindo uma dança equilibrada e harmônica dos gestos, já as mãos devem estar acompanhadas harmoniosamente das emoções expressadas pela fala.

Guedes (2005), já cita que a face será capaz de qualificar uma emoção como prazerosa ou não, e o resto do corpo é que informará a intensidade do afeto.

Sendo   assim podemos concluir os aspectos não verbais, para o falante é apenas uma amplificação da palavra dita, mas para o ouvinte é uma comprovação do que foi dito algo, sendo que os detalhes da expressão facial associados aos gestos, as posturas corporais e à voz criam uma imensa importância a meio de comunicação que permeia a oralidade, favorecendo ou não o diálogo (RECTOR E COTES, 2005).

COMO SENTIR-SE SEGURO AO FALAR EM PÚBLICO

Atualmente o mundo exigindo profissionais cada vez mais preparados e com várias habilidades. Dentre as qualificações profissionais, a capacidade de comunicar-se de forma eficaz apresenta-se como uma das principais características solicitadas nos dias atuais. Falar bem, com segurança, elegância e naturalidade em qualquer situação é imprescindível. Assim através da comunicação verbal que conseguimos mantemos um número maior de contatos: palestras, cursos, reuniões, recados, bate-papo, ordens, contra- ordens, etc. também são diversos os ambientes: profissionalmente, em família e/ou entre amigos. Muitas pessoas necessitam em seus ramos de trabalho, possuindo algumas, até especializações como mestrado ou doutorado, mas quando necessitam expandir seus conhecimentos, agem com timidez e insegurança, que o público ouvinte fica literalmente decepcionado.

No entanto, o aprimoramento do processo de comunicação é recomendado a todos que se interessam pelo desenvolvimento de sua expressão pessoal e profissional, facilitando assim a formação do marketing pessoal, a utilização de linguagem “persuasiva” e influência de pessoas.

Para buscar algumas referências na área da psicologia, o bom orador deve predominar algumas das nove “nove inteligências múltiplas”, estudas por Howard Gardner (1995), psicólogo da Universidade de Harvard: A inteligência linguística: Tem como principais componentes centrais a inteligência linguística são uma sensibilidade para o sons, ritmos e significados das palavras, também de uma especial concepção das diferentes funções da linguagem. É uma habilidade de usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir ideias.

A inteligência Interpessoal: É uma habilidade descrita para compreender e responder adequadamente a humores, temperamentos, motivações   e   desejos de   outras   pessoas.  Essa habilidade é mais apreciada na observação de  psicoterapeutas, professores, políticos e vendedores.

A inteligência intrapessoal: Equivale ao interno da inteligência interpessoal, ela significa acesso aos próprios sentimentos, sonhos, ideias, para remitir e lançar mãos deles na solução de problemas pessoais.

Estruturam de forma dinâmica essas inteligências, sempre sendo possível visualizar com mais nitidez a proeminência de uma ou mais de uma delas. Pressupondo ao orador de talento, a inteligência linguística é muitas vezes naturalmente, aquela que se destaca e mostra também indispensável para aqueles que necessitam e querem fazer do falar em público algo além de ser apenas uma experiência.

Podemos salientar entre parênteses, que nos deparamos com várias características da inteligência linguística que   podemos   lembrar o conceito de “instinto de linguagem”, criada e desenvolvida por Noam Chomskye retomado por Pinker (2002). Então para esse pesquisador, a linguagem não chega a ser um artefato cultural, estruturado por processos baseados estímulos exteriores. Ao contestar, é nitidamente uma parte da constituição biológica do nosso cérebro. Sendo assim a linguagem é uma habilidade complexa e especializada, podendo desenvolver na criança sem algum esforço consciente ou instrução verbal, podendo manifestar-se sem que perceba sua lógica subjacente, que tem a mesma qualidade em todo o indivíduo. Assim sendo de sua propriedade inata, conseguimos admitir que muitos indivíduos nasçam com essa habilidade mais desenvolvida que outros.

Segundo o autor Gardner (1995), temos a inteligência interpessoal enfatiza a capacidade de se “entender e responder” melhor incentivos enviados pelos outros. Podemos perceber que é indispensável também possuir essa inclinação para a desenvoltura de falar em público. A forma de interagir, a empatia com a plateia, é provável que ocorra de forma mais fluida, se desencadeia por indivíduos dotados por esse tipo de inteligência.

A inteligência intrapessoal por outro lado, relaciona-se o conhecimento, oportuniza o indivíduo a oportunidade de surpreender algo sobre a natureza humana a partir do exame de seus próprios limites e possibilidades.

As vantagens de se expressar  em  público são várias e certamente a relação seguir está incompleta: Projeta a personalidade; propicia a autoanálise; gera cooperação; estimula a criatividade; exercita o raciocínio lógico; apresenta-se um valioso instrumento de persuasão; contribuiu para a disciplina mental, propicia a pratica de habilidades de liderança; permite melhor o planejamento das ideias; impulsiona as negociações; fortalece o marketing profissional e pessoal; potencializa as habilidades latentes, estabelece interação; aumenta a produtividade; valoriza o poder da argumentação criativa; revela a  sensibilidade  e  a inteligência; aprimora a linguagem  verbal  e não verbal; proporciona melhores            relações interpessoais.

Sem necessidade de enfatizar o quanto é preciso que o comunicador saiba se falar em público e seja claro e posicione diante dos assuntos com os quais tem envolvimento no cotidiano das organizações.

O CONCEITO DE RETÓRICA E ORATÓRIA

Temos como conceito de retórica a ligação da teoria do discurso e o poder da linguagem, que tem relação com à filosofia da linguagem. Ela é muito antiga como a filosofia a que se vincula sendo a sua mais antiga inimiga, e sua mais velha aliada, como escrevem Paul Ricoeur em a “Metáfora viva” (RICOEUR 2000) conhecer, propriamente bem a retórica, hodiernamente, corresponde em viver melhor.

Sabe-se que na carta à Górgias Platão expõe sua posição contrário a retórica, sendo que ela se alimenta da opinião comum, mutável e contraditória, enxergando-a como um terrível adversário da verdade que, para ele, tem como objetivo ocupar a ciência. Mas como observa Michel Meyer, de forma paradoxal o mesmo Platão “usou e abusou da retórica que continua a ser melhor antídoto contra os abusos de linguagem, os excessos metafísicos e os hermetismos ideológicos”  (Meyer, 1998).

A palavra Retórica (originária do grego rhetoriké, „arte da retórica”, subentendendo- se o substantivo téchne) Está sendo historicamente entendida em acepções muito diversas. Em sentido, a retórica se mistura com a  poética,   consistindo na arte da  eloquência  em qualquer tipo de discurso. No entanto não é esse, o sentido que nos interessa no estudo que procederemos a seguir, mas a concepção mais restrita que identifica a retórica como „a faculdade de ver teoricamente o que, em cada caso, considerando capaz de gerar a persuasão” segundo a definição aristotélica. Nesse sentido, a retórica é uma modalidade discursiva geral, aplicável às mais variadas disciplinas – uma atividade em que predomina a forma, como a gramática e a dialética, e não o conteúdo Premissas (algumas características básicas da retórica). Uma análise comparativa das diferentes definições de retórica, a definição aristotélica.      Nesse sentido, a retórica é uma modalidade discursiva geral, aplicável às mais variadas disciplinas – uma atividade em que domina a forma, como a gramática e a dialética, e não o conteúdo.

Na filosofia, também a retórica teve origem na Grécia antiga, também a retórica teve sua origem relacionada às novas relações sociais advindas do surgimento da Polis. Sendo a essência da Retórica consiste na persuasão através da argumentação, não tem como se pensar nela sem democracia e liberdade de debate, características da organização política do mundo grego.

Para finalizar o que é retórica (Vico,2005) naobra “Elementos da retórica” quanto ao conceito, desde logo convém que algumas expressões são empregadas como alternativa ou sinônimos à “retórica”. Além do uso do termo, também são usados equivocadamente os vocábulos “oratória” e “eloquência” como seus sinônimos. Na verdade, não se confundem.

Oratória (Oratio) é a arte de falar em público, tendo emprego de boa gesticulação, postura física, o timbre de voz apropriado, clareza de ideias e ritmo da fala. Assim, é a arte de bem se expressar, de corretamente fazê-lo, utilizando as palavras mais indicadas, aplicando corretamente à gramática e construindo frases que despertam interesse no destinatário, conseguindo dominar o auditório, com ideias e manifestações que tenham sentido. (REBOUL, 200).

 Eloquência: refere-se à capacidade de um ser convincente, persuasivo expressivo. Um indivíduo eloquente é aquele que possui a arte e o talento de convencer ou comover outras pessoas apenas falando.

Ser eloquente é a arte de falar bem, é ter o dom da oratória.  É uma característica muito importante nos dias atuais, as pessoas que tem facilidade em se expressar e convencer outras pessoas, acabam sempre tendo maiores benefícios em quem possui certa timidez, ou não gosta de falar em público.

Em outros termos ser eloquente não significa persuadir alguém com um sentido pejorativo, e sim é aquela pessoa que sabe mostrar seu ponto de vista sem agredir ninguém, sem parecer grosseiro ou desrespeitador. Um indivíduo eloquente sempre se sobressai onde quer que vá, pois sabe respeitar as opiniões de outras pessoas, e também ser respeitado.

Conseguimos chegar a uma conclusão, no entanto a retórica não tem o mesmo significado de oratória e eloquência, das quais se distingue. Definimos a retórica sendo a arte de bem dizer, com a faculdade de se empregar em determinada situação, sendo a melhor técnica visualizada como necessária e hábil para persuadir e convencer.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Podemos dizer que o principal papel da Oratória é dar segurança e desta forma transmitir confiança para se expressar em público obtendo sucesso. Todos têm de buscar conhecimento, mesmo que básico. Assim o estudo da Oratória proporciona um amplo de conhecimento. A Oratória faz parte da vida dos profissionais de várias áreas. A palavra é a forma com que se objetiva o sucesso, pois a fala é o maior instrumento de trabalho para qualquer pessoa.

 Após redigir este artigo   sobre   Oratória:  a arte de falar em público espera-se que as pessoas aprimorem suas habilidades na Oratória, visando à melhoria de suas competências no âmbito profissional, educacional, enfim em todas as áreas.

O aprimoramento da arte de falar em público pode proporcionar voz, fala e gestos mais harmoniosos, além de tornar o orador apto a melhor organizar suas ideias no discurso, melhor elaborar sua narrativa oral, e, sobretudo, possibilitar aos ouvintes uma boa reflexão, com uma análise crítica e construir de suas próprias opiniões.

A Expressão Corporal e a Oratória tem por objetivo persuadir, informar, impressionar, convencer, entreter, ajustar as palavras a sua finalidade, enriquecer uma cena, valorizar a imaginação de ambientes que possam até mesmo estar muito distantes.