/A EAD NA AMAZÔNIA, O COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO

A EAD NA AMAZÔNIA, O COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO

O artigo comentar a importância da educação á distancia como ferramenta para o compartilhamento do conhecimento na Amazônia brasileira, tendo como exemplo concreto a experiência na Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva, unidade educacional essa, inserida em uma realidade amazônica. Com as várias experiências  no campo da tecnologia já implantado no Brasil, hoje temos no ramo da educação as condições de usarmos esse campo de comunicação a serviço da ampliação da educação, onde através do Laboratório de Informática educacional –LIED,  podemos usar como suporte para a educação á distancia, pois com a EAD,  na qual com o computador o aluno tem acesso nas regiões mais distante do Brasil a condição de acessar os mesmos conhecimentos disponíveis nas instituições de educação dos centros urbanos, com essa atitude por meio da tecnologia á EAD está verdadeiramente democratizando a educação.

Esse artigo baseia-se na mostra de um exemplo prático, experiência na Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva, acerca da importância que as tecnologias atuais podem contribuir no processo de ensino e aprendizagem dentro do ambiente escolar, principalmente na realidade da Amazônia Brasileira, os quais não somente o fator geográfico, a biodiversidade, a característica cultural e populacional, influenciam e    criam     situações peculiares para o Mauro Rabelo

– Arquivo pessoal desenvolvimento de um projeto educacional Integrado a essa diferente, mais rica realidade, onde a Educação à Distância – EAD, irá contribuir de maneira decisiva para a construção de um projeto educacional, levando em conta as particularidades do universo amazônico.

O método da Educação à Distância – EAD, na Escola Estadual Osvaldino Ferreira da Silva, comprovou na pratica a importância da Educação à Distância – EAD, no compartilhamento do conhecimento, nessa   realidade da Amazônia Brasileira, como ferramenta do processo de ensino e aprendizagem.

A educação a distância tem sido alvo de questionamentos acerca de sua importância e presença no meio educacional, logo, será que a educação a distância na escola pode ou não servir de apoio pedagógico ao processo de ensino e aprendizagem escolar? Principalmente, ao se considerar a presença marcante e cada vez maior da tecnologia na vida cotidiana do ser humano contemporâneo, notadamente nas regiões brasileiras de difícil acesso. Com essa visão houve a preocupações governamentais em introduzir programas educacionais referentes ao assunto da Educação à distância – EAD, como o Laboratório de Informática Educacional – LIED, baseado na seguinte trajetória: A Secretaria de Educação a Distância, e m 2007, no contexto do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, elaborou revisão do Programa Nacional de Informática na Educação – ProInfo. Buscando proporcionar a EAD acessível a todos, disponibilizando ferramentais e tecnológicos, a esse método de educação.

Efetivar o uso das novas tecnologias na educação é dever imprescindíveis na atual conjuntura sócio educacional em nosso país e no mundo, um mundo onde a tecnologia aproxima o conhecimento das pessoas cada vez mais, democratizando informações que no passado estava restrita a um pequeno grupo de privilegiados. Pois, inúmeros educadores entendem o acesso às tecnologias como um estímulo a pluralidade na forma de ensinar, assim, as novas singularidades    de  organização do trabalho e da sociedade, o que leva à ressignificação de noções fundamentais como os próprios conceitos de educação, ensino e aprendizagem.

UM OLHAR SOBRE A AMAZÔNIA BRASILEIRA, E SUAS EXPERIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO

fundamental da região amazônica brasileira e por que não da América Latina, não diz respeito somente à sua exuberante natureza: a vasta floresta tropical e a gigantesca bacia hidrográfica do rio Solimões / Amazonas. A existência de enormes reservas de recursos naturais vem balizando as relações econômicas, políticas e sociais na sua história, na medida em que é vista como uma Sacaca – Macapá – AP das últimas reservas biológicas e uma das últimas fronteiras de exploração de recursos, na expansão da economia mundial. Não se pode pensar a questão educacional amazônica desarticulada da gestão da educação brasileira. Embora enfatizando educação para todos, a seletividade é visivelmente estimulada no nível superior de ensino, observando-se, inclusive, a transferência gradativa da responsabilidade do Esta do para o setor privado, neste nível de educação. Quanto a este mecanismo, Gadotti (2000), destaca que: nos últimos anos, verdadeiros impérios instrucionais foram construídos através de empréstimos do governo e de altas taxas de anuidade cobradas dos alunos.

No que diz respeito ao ponto de vista de sua composição cultural, a população amazônica é caracterizada por uma rica diversidade. Hoje existe na região cerca de 200 mil índios, constituindo 81 etnias diferentes, em pleno domínio e uso de suas línguas e culturas específicas.

Além da cultura cabocla, vivida por grupos ribeirinhos que habitam o interior, às margens de rios, lagos e igarapés constituem também modos de vida amazônicos representando experiências e conhecimentos sobre formas de coexistência e utilização do meio local.

A trajetória histórica da educação na Amazônia, podemos observar sempre a sequência de erros e tentativas, que vem se arrastando do período colônia até os nossos dias. Como em 1549 que a Coroa Portuguesa assume maior controle econômico e político através do Governador-Geral, Tomé de Souza que trouxe consigo quatro padres e dois irmãos Residência na Amazônia – Arquivo Museu jesuítas, chefiados por Manoel da Nóbrega.

Nesse contexto desenvolveu- se uma nova fase de ocupação e exploração, na qual o Colégio Jesuítico ganhou destaque. Os religiosos jesuítas e de outras Ordens, chegavam com a missão de converter os gentios, e manter os colonos na “santa fé católica”, da qual o rei apresentava-se como principal interessado na sua propagação e defesa. E também para assumirem o processo educativo que, na época, tinha fortes propósitos morais. Colonização, catequese e educação são, portanto, três aspectos de um grande movimento através do qual se deu a inserção do Brasil no mundo ocidental e cristão. E assim foram fixados os valores e padrões culturais, políticos e econômicos que convinham ao colonizador português, sobre a população nativa, como instrumento de imposição ideológica.

Desta forma, para ser compreender, conhecer e implantar um modelo de educação nos estados da Amazônia Brasileira, que buscar- se atender as necessidades locais, foi sempre pensador sem observar as diferentes realidades locais, os diferentes governos buscar educar para explorar, era um modelo educacional baseado em uma política exploradora.

AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO NA ESCOLA

Nesse século as Tecnologias de informação e comunicação – TIC, tem estado cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, vivemos em meio a uma dependência da tecnologia que se modifica e se renova muito rapidamente, assim a educação em conjunto das TICs pode ser pensadas estudadas como fonte de transformação social e de inovação para a educação.

E reconhecida importância das Tecnologias da   Informação e Comunicação – TICs, no cotidiano das pessoas, os setores educacionais dos governos em conjunto com especialistas das áreas tecnológicas passaram a pensar em uma forma de popularizar os conhecimentos básicos referente ao assunto para melhorar a vida em sociedades das pessoas e nada melhor para fazer isso que a escola, instituição social reconhecida como um dos pilares  mediadores na construção de valores éticos e morais ao lado da família.

Com a implantação do Laboratório de Informática Educacional – LIED, em inúmeras escolas por todas as regiões brasileiras, baseado no contexto do Plano de Desenvolvimento da Educação -PDE, que elaborou uma revisão do Programa Nacional de Informática na Educação –  PROINFO, em 2007. As escolas com Laboratório de Informática Educacional – LIED, democratizam o compartilhamento do conhecimento, com o auxílio das tecnologias presentes nesses espaços    educacionais, pois os alunos das realidades amazônica podem ter acesso aos mesmos conteúdo e conhecimento, de um aluno presente em uma grande cidade, devido a Educação à distância – EAD proporcionar esse compartilhamento do conhecimento.

AS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO, SEGUNDO ALGUNS AUTORES

Despontar novas formas de pensar, de agir e de comunicar-se, hoje são introduzidas como hábitos corriqueiros. Nunca tivemos tantas alterações no cotidiano, mediadas por múltiplas e sofisticadas tecnologias. As tecnologias invadem os espaços de relações, mediatizando estas e criando ilusão de uma sociedade de iguais, segundo um realismo presente nos meios tecnológicos e de comunicação. No entender de: As desigualdades são marcadas pela ilusão de um realismo que permitiria a todos participar com iguais condições dos diferentes espaços e meios proporcionados pela sociedade capitalista e essencialmente tecnológica. O mercado audiovisual e tecnológico cria a ilusão de a todos servir, embora muitos se contentem apenas com o fast-food televisivo e com a esperança de um dia poder acessar todos os bens. Consumidores efetivos e consumidores imaginários reforçam os objetivos do mercado (SARLO, 1998, p.27) A tecnologia não é boa, nem má, dependendo das situ ações, usos e pontos de vista, e tampouco neutra, já que é condicionante ou restritiva, já que de um lado abre e de outra fecha o espectro de possibilidades.  Não se trata de avaliar   seus impactos, mas de situar possibilidades de uso, embora, conforme afirma LÉVY 2000, (p. 26): enquanto discutimos possíveis usos de uma dada tecnologia, algumas formas de usar já se impuseram, tal a velocidade e renovação com que se apresentam. A eminente evolução tecnológica, não se restringe aos novos usos de equipamentos e/ou produtos, mas aos comportamentos dos indivíduos que interferem/repercutem nas sociedades, intermediados, ou não, pelos equipamentos. Portanto, entendemos como tecnologias os produtos das relações estabelecidas entre sujeitos com as ferramentas tecnológicas que têm como resultado a produção e disseminação de informações e conhecimentos.

Nesse novo ambiente, as escolas defrontam-se   com o desafio de trazer para seu contexto as      informações presentes nas tecnologias e as próprias ferramentas tecnológicas, articulando-as com os conhecimentos escolares e propiciando a interlocução entre os indivíduos. Como consequência, disponibiliza aos sujeitos escolares um amplo leque de saberes que, se trabalhados em perspectiva comunicacional, garantem transformações nas relações vivenciadas no cotidiano escolar.

Essas tecnologias podem servir tanto para inovar como para reforçar comportamentos e modelos comunicativos de ensino. A simples utilização de um ou outro equipamento não pressupõe um trabalho educativo ou pedagógico. Não propomos a apologia das tecnologias, mas a utilização destas como uma das alavancas para reflexão na sala de aula, como um dos elementos desencadeadores de percepções sobre as complexidades do mundo atual e como mediadoras de          processos comunicacionais. Segundo D’Ambrósio:

De fato, muito se passa fora da escola e, como consequência disso, o professor repetidor, que vê sua missão apenas, como ensinado do conteúdo disciplinar, tem seus dias contados. Ele será substituído por um vídeo ou por um CDROM, ou por alguma nova peça de tecnologia ainda em desenvolvimento… ele não terá condições de competir com seus “colegas eletrônicos” que desempenham tarefas de repetidores de conhecimento congelado que fala e repete quantas vezes for necessário como o hipertexto, que esclarece pontos que não foram bem entendidos, chegando a dialogar com o aprendente. (D’AMBRÓSIO, 2003, p. 60-61)

No atual senário tecnológico do século XXI, a tecnologia tem sido tão presente e influenciável na vida das pessoas de hoje que a implantação do Laboratório de Informática Educacional – LIED, nas escolas vem abrir espaço para a prática cada vez mais presente da difusão do conhecimento, através das ferramentas da Educação à Distância – EAD.

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA AMAZÔNIA

O ambiente inovador da Educação à Distância – EAD, torna- se um agente de mudanças das práticas pedagógicas. Seguindo estas tendências, a EAD, propõe novas metodologias e recursos pedagógicos orientados para a melhoria do processo de ensino- aprendizagem, e como não percebe a sua grande importância no cenário Amazônico, onde a grande dimensão geográfica cria algumas particularidades diferentes das demais regiões brasileiras, e hoje o s conteúdos disponibilizados pela tecnologia através da Educação à Distância – EAD, leva conteúdos antes acessíveis somente nos grandes centros as comunidades dos estados da Amazônia brasileira, tendo no laboratório de informática educacional –  LIED uma grande feramente para o processo de democratização desses conhecimentos.

Sendo assim, entendemos que a instituição escolar tem o desafio de incorporar as tecnologias da informação para desenvolver, de forma mais significativa e atrativa, os conteúdos que se propõe a ensinar, tendo a tecnologia com eixo desse processo de ensino- aprendizagem.

Ante essas questões, acreditamos que a escola sempre procurou incorporar as tecnologias do seu tempo seja o lápis, o caderno, os textos impressos ou o quadro de giz. Hoje, as novas tecnologias da informação já se fazem ou, dada as condições materiais ou políticas pedagógicas, se farão presentes na escola, mesmo que lentamente. O fato, como diz Apple, (1995): “é que a nova tecnologia está aqui.  Não irá embora Devemos estar muito seguros de que o futuro que ela promete para nossos estudantes é real, não fictício”.

E no estado do Amapá, uma região tipicamente amazônica, o processo de educação tem dado um grande avanço com a implantação do Laboratório de Informática Educacional – LIED, para servir com suporte aos conhecimentos disponíveis na modalidade da Educação á Distancia – EAD, pois permite acessarmos os conteúdos nacionais nos sites, nas pequenas escolas das comunidades Amazônica Hoje em dia, nas mais simples comunidades da amazonia, possui um grupo gerador, Televisão com parabólica e em certos lugar es acesso a computador e internet.

A EAD não substitui a educação presencial tradicional. Porém o seu processo de aprendizagem é facilitado por uma facilidade permitida hoje pelas tecnologias, e na Amazônia essa tecnologia serviu para encurta as distancias. A modalidade da EAD ver como meio de dotar as instituições educacionais de condições para atender às novas demandas por um ensino de melhor qualidade e ágil, e universalização o saber pedagógico. Na Amazônia em fim, contribui para ampliar e democratizar o acesso às informações, eliminando barreiras como distância, fronteiras, fuso horário, etc. E para os estados da Amazônia brasileira, pode ultrapassar essas barreiras e ponto fundamental para o seu desenvolvimento econômico, culturas e de um crescente nível de conhecimento acadêmico.

A modalidade da Educação à Distância – EAD, vem crescendo de forma surpreendente, respondendo aos grandes desafios educacionais de hoje em dia, que se reflete em iniciativas e incentivos por parte do poder público, especialmente na região norte, considerando as condições objetiva s de vida e de acesso dos estudantes que nela vivem, refletindo as peculiares situações vividas.

Mesmo com dificuldades relativas à disponibilidade de recursos tecnológicos, adequados às necessidades da região, a forma de ensino proposto pela modalidade da educação à distância, se configura como meio de atendimento a essa demanda formativa, criando em algumas áreas da Amazônia uma verdadeira revolução, no que tange ao acesso ao conhecimento.

Com um grande número de alunos, que adotou a modalidade da Educação à Distância – EAD, veio a promover a inclusão via democratização das oportunidades e continuidade dos estudos nessa região tão esqueci da do Brasil, principalmente pelas políticas públicas.

Hoje na região amazônica a Universidade Aberta do Brasil – UAB em parceria com a CAPES e os Institutos Federais vem contribuindo para a proliferação da modalidade da educação a distância em nossa real idade amazônica.

Na análise da história da informática na educação, o impacto das tecnologias no ambiente escolar, e os novos ramos no processo de ensino-aprendizagem influenciado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação – TICs no cotidiano da vida escolar, como exemplo, a experiência na Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva, onde os conteúdos da Educação à Distância – EAD,  disponíveis no Laboratório de Informática Educacional – LIED, contribui para o processo de enriquecimento educacional do aluno daquela comunidade Amazônica.

A Amazônia brasileira, tão rica em diversidade ambiental e cultura, mais que necessita ser observada de uma maneira peculiar, principalmente quando se falar em educação, e hoje com as novas tecnologias, a modalidade de educação à distância, tem grande importância para a construção de um projeto democrático   de educação para a realidade amazônica.

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.

Os questionários foram aplicados em 02 (duas) turma s, para um universo de 60 (sessenta). Já o questionário para professores f oi aplicado para 05 (cinco) professores das turmas de 3º ano, que desenvolvem trabalho no Laboratório de Informática – LIED, como ferramenta fundamental da Educação a Distância, todos alunos e professores da Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva.

Optou-se por aplicar questionários tanto para alunos como para professores a fim de estabelecer um paralelo de informações, avaliando tanto a visão do professor como também dos alunos referente ao uso da Educação a Distância como elemento para o processo educacional. As informações foram tabuladas e discutidas, confrontando as mesmas com bases teóricas.

A primeira pergunta realizada, que buscava saber se é mais fácil para o aluno aprender na modalidade da Educação à Distância – EAD, em sua realidade, no gráfico abaixo se observam as percentagens: A respeito da pergunta percebe-se que 92% dos alunos responderam que conseguem aprender os conteúdos dispostos na modalidade da Educação à Distância com auxílio do LIED. Assim, são nítidas a s possibilidades para os alunos na EAD, pois é quase a totalidade dos alunos, visto que apenas 8% responderam não.

A segunda pergunta indagava a respeito se eles gostariam de aprender usando mídias tecnológicas como o computador por exemplo.

Na sua totalidade 100% dos alunos responderam positivamente, que seria positivo o uso da mídia em aulas, como das disciplinas de língua portuguesa e matemática, para o processo de ensino no 1º segmento do ensino fundamental.

Na terceira pergunta buscou-se saber se os alunos gostariam que seus professores utilizassem as mídias para ministrar as aulas.

Nesse   questionamento responderam 90% dos alunos, confirmaram que gostariam que os professores se utilizarem as mídias nas aulas.

Com a quarta pergunta, foi indagado se os professores têm facilidade em utilizar os recursos do LIED, com suporte para a Educação à Distância – (EAD).

De acordo com gráfico 60% dos professores facilidade em utilizar o computador. Assim, na atual conjuntura social   e   educacional é imprescindível que o professor domine com o mínimo de eficiência as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). No entanto, por inúmeros fatores tal prática não acontece com a maioria dos professores, por várias razões entre as quais, a disponibilidade de tempo, cursos de capacitação e até mesmo recursos financeiros.

A quinta pergunta refere-se se consiste em saber se os professores, acreditam que a tecnologia pode contribuir no processo educativo nas escolas, observam-se as respostas na seguir.

Ao analisar o gráfico anterior percebe-se a unanimidade nas respostas, já no segundo há uma divergência. Tal situação pode ser explicada quando houve uma conversa informal com os pesquisados, pois 80% deles acreditam que as tecnologias auxiliam no processo de ensino-aprendizagem, mais é necessário ter maior investimento no LIED, capacitações de professores e alunos. Mesmo que a escola desenvolva alguns projetos nesta perspectiva, segundo eles é insuficiente para atender a demanda.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com esse artigo referente a importância do compartilhamento do conhecimento pela   Educação à Distância – EAD, fazer uma análise acerca da maneira que as mídias tecnológicas atuais, dentro do Laboratório de Informática Educacional – LIED, junto com as ferramentas da Educação à Distância – EAD, podem contribuir no processo de ensino e aprendizagem dentro do ambiente escolar e os possíveis entraves ocorridos no decorrer do processo de implantação de tais ferramentas nas escolas que vão desde as dificuldades pessoais até os entraves institucionais, mas que numa região com a Amazônia brasileira, esse modelo de educação vem criando uma verdadeira democratização do conhecimento.

Parafraseando FREIRE (1996): “ o educador e educando são sujeitos de um processo em que crescem juntos, porque  ninguém  educa  ninguém, e ninguém se educa sozinho. Os homens se educam entre si”. Neste contexto, o computador não é um instrumento que ensina o aluno, mas é uma ferramenta com a qual o aluno desenvolve determinada habilidade, seja fora ou dentro da escola. Permite ainda, que sejam explorados os aspectos pedagógicos ou como ferramenta de diversão e entretenimento.

Sendo assim, cabe ressaltar a respeito dos papéis dos envolvidos nesse processo. De um lado encontram-se os professores, que apesar dos poucos investimentos que estes recebem, se esforçam para desenvolverem um bom trabalho e, com a implantação do LIED nas escolas, como canal de acesso à Educação à Distância – EAD, estes lançam mão de mais uma ferramenta de trabalho, em busca de criar situações que favoreçam ao aluno uma educação significativa.

Vale lembrar que os alunos exercem um papel preponderante, no que se refere a Educação à Distância – EAD, pois estes já estão inclusos nesse mundo digital, frente toda essa tecnologia, os alunos são capazes de pensar, debater e dizer o que pensam e fazem tudo isso dos meios sociais, tais como: o acesso à internet, blogs, orkut, twitter e o facebook e cada vez mais exercem essa ponte de interação, possuem uma facilidade em manusear essas ferramenta até mais que muitos professores.

Nesse contexto, é imprescindível que se desenvolva a ação docente em práticas educativas que favoreçam ao aluno um ensino significativo, levando em consideração o contexto o qual está envolvido, proporcionando uma aprendizagem de qualidade.

É importante que o processo ensino-aprendizagem ocorra de forma compartilhada. O uso da internet, do computador e dos programas criar superações na prática que deve ser pautada na lógica da nova cultura, esta lógica pauta-se na exploração de novos tipos de relacionamentos não excludentes, é preciso que o professor se posicione nesta abordagem como aliado do processo, tendo a educação a distância como suporte para que possibilite o educando transformar a realidade social, mas para que isso ocorra é fundamental a inserção no mundo digital e uma aprendizagem significativa, pois a educação a distância vem fazer uma importante ligação entre o conhecimento e a realidade, buscando trazer o aluno para um ambiente atualizado e moderno.

Com base nos dados coletados na escola, por meio dos questionários e levantamento de informações acerca da instituição, bem como as propostas dos educadores referentes ao uso LIED, para acessa os conteúdos das disciplinas na Educação a Distância – EAD, foi possível obter um apanhado geral de como esse processo está sendo executado, e sua importância para a educação na Amazônia.

REFERÊNCIAS

APPEL, Michael. Trabalho docente e textos: economia e política da relação de classe e de gênero em educação.

Porto Alegre: Artes Médica, 1995.

D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Novos paradigmas de atuação e formação de docente. São Paulo: JM Editora, 2003. GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2000.

FREIRE, Paulo. Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro, Paz e Terra, (1996).

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2000.

SARLO, Beatriz. Escenas de la vida pos moderna. Buenos Aires: Ariel, 1998

Por: Mauro Sérgio Soares Rabelo