/A FAMÍLIA  E A ESCOLA TRABALHANDO JUNTAS NO ATENDIMENTO À CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A FAMÍLIA  E A ESCOLA TRABALHANDO JUNTAS NO ATENDIMENTO À CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O intuito deste artigo é retratar o valor da relação família e escola no atendimento à criança na educação infantil, demonstrando através deste a importância do acompanhamento na vida da criança para seu desenvolvimento pleno.

O estudo se justifica por entender que é importante que a criança na educação infantil tenha oportunidade de conviver com outras crianças, de mexer em coisas junto com essas crianças, possibilitando construção do conhecimento. Deteve-se em colocar a indispensabilidade de partir dos conceitos naturais da criança: do que ela adquiriu. Tudo isso reforça a importância da interação entre a família, a criança e o professor, uma vez que o trabalho pedagógico, fundado nas teorias de Piaget e de Vygotsky, tem como princípio básico levar em consideração, no processo educacional, o aprendizado que o aluno traz para a escola.

Além disso, é interessante destacar que, a partir das experiências profissionais cabe a crença de que os alunos que chegam à educação infantil possuem potencialidades a serem desenvolvidas, principalmente como seres humanos inseridos em um contexto maior que é a comunidade onde estão ambientados e a sociedade.

É preciso acreditar nas crianças ou pessoas, ver que ainda existem preconceitos  diversos. O estudo é bibliográfico baseado em autores que tratam tanto da educação infantil como da relação família-escola.

A FAMILIA E A ESCOLA TRABALHANDO JUNTAS NO ATENDIMENTO À CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ao adentrar a educação infantil a criança e sua família têm o professor como elo mais importante para o bom  desenvolvimento do processo de aprendizagem do aluno. Quando a criança chega à escola pode-se considerar que as metas do professor e as do aluno já estariam definidas pelas limitações que a infância impõe.

Aí entra a bagagem também do que a criança vivencia o meio, tudo que ele experimenta até o que o professor procure desenvolver, a bagagem que eles trazem de casa. O professor não pode impor para uma criança certas coisas que ela nunca tenha visto sem relacionar esse conteúdo novo com as experiências já vividas pela criança. Trata-se de um aprimoramento,  um aperfeiçoamento, todos os dias tanto o professor como o aluno melhoram um pouco, procurando atingir suas metas e seus objetivos.

Colocando-se numa posição interacionista, o   professor   pressupõe a relação do meio com o sujeito no processo de construção do conhecimento de ambos, levando sempre em consideração as experiências que o aluno traz para o contexto escolar.

Assim é possível vislumbrar uma tentativa de conciliar sujeito e objeto em um processo que resulta na elaboração e reelaboração do cognitivo na criança indicado para uma conexão independente entre sujeito e meio, sem a supremacia de um sobre o outro.

Piaget (apud GLAT, 2004) diz que para que isso ocorra é necessário que o sujeito e seu organismo sejam capazes de fornecer tal resposta. Nota-se que nessa situação, há uma via de mão dupla entre o estímulo e a resposta, ou seja, acontece a assimilação através do estímulo a certo esquema de reação que é a fonte da resposta.

O papel da escola, pela pessoa do professor é, pois, o de provocar o aluno por meio de situações que exijam dele maior dedicação, permitindo-lhes criar e/ ou descobrir as soluções pelo próprio esforço de superar os desequilíbrios. Não se admite aqui a ideia da simples transmissão do conhecimento, de forma pronta e acabada.

 A busca do conhecimento pelo sujeito é   o caminho da construção do conhecimento CASTORINA; BAQUERO, 2008). Para Mantoan (2001) é     prioritário     intervir no desenvolvimento cognitivo dos alunos na educação infantil, através da solicitação do meio escolar de suas estruturas cognitivas e de uma melhoria nas condições de seu funcionamento intelectual.

Nas suas palavras: […] têm-se, portanto, de assegurar ao sujeito uma ação concomitante de apoio e estimulação da construção de seus instrumentos intelectuais e de utilização mais ampla, adequada e eficiente dos mesmos na   resolução de situações-problema (MANTOAN, 2001, p.9).

Desta forma a sugestão de Mantoan (2001) é que o professor procure incentivar nos alunos o ‚saber   fazer’ e explorar as condutas cognitivas dos sujeitos, revelando o que é próprio da atividade cognitiva em situações      particulares e diante de conteúdo específicos.

Todas estas novas contribuições apontam novas possibilidades de se trabalhar a educação dentro e fora das escolas. A educação não pode ignorar os   estudos sobre o funcionamento cognitivo das pessoas, nem  as  possibilidades de solicitação das mesmas dentro de ambientes cognitivos como os sugeridos pelos pressupostos piagetianos (MANTOAN, 2001).

Outra abordagem bastante difundida no meio educacional é o sócio interacionismo de Vygotsky. Tomando como referência o ambiente cultural onde o homem nasce e se desenvolve, a abordagem vygotskiana entende que o processo de construção do conhecimento ocorre através do convívio do sujeito num dado tempo inserido ao ambiente sociocultural  onde vive. A educação deve tomar como menção toda a experiência de vida própria do sujeito (MANTOAN, 2001).

Vygotsky (apud CASTORINA; BAQUERO, 2008) buscou fundamentar seus estudos sobre o funcionamento intelectual humano, enfatizando as influências culturais, mais do que as hereditárias. Fortalecendo a ideia de que as pessoas com as mais diferentes características deveriam participar ativamente da vida social, superando a diversidade, pela educação social.

As propostas de Vygotsky (CASTORINA; BAQUERO, 2008) refletiam os desenvolvimentos de pesquisa e as atitudes mudadas em relação ao atendimento a  crianças na educação infantil que estavam surgindo no Ocidente, sendo que a principal diferença, de acordo com o autor, era que,  nos   países   como o Brasil, isso era uma questão de “caridade social”, enquanto que na União Soviética era uma questão de “educação social”.

Esta realidade citada Vygotsky (apud CASTORINA; BAQUERO, 2008) reforça   ainda mais a importância de se estar inserindo o professor junto à família e a criança para o bom desenvolvimento do processo de aprendizagem do aluno, pois, para o autor, desenvolvimento humano adveio dos seus estudos sobre a criança. Nas palavras de Vygotsky:

A criança cujo desenvolvimento está  impedido por um problema não é simplesmente uma criança menos desenvolvida que seus pares; mais precisamente ela tem se desenvolvido diferentemente […] uma criança em cada estágio de seu desenvolvimento, em cada uma dessas fases, representa uma singularidade qualitativa, isto é, uma estrutura orgânica e psicológica específica;  exatamente no  mesmo   caminho uma criança com mais dificuldade representa qualitativamente uma diferença, um tipo único de desenvolvimento (VYGOTSKY, apud CASTORINA; BAQUERO, 2008, p 118).

Vygotsky (apud CASTORINA; BAQUERO, 2008) concebe o sujeito socialmente inserido em um meio historicamente construído. Enquanto distribuidor da cultura, o meio se constitui em fonte de conhecimento.

Ao se referir às diferentes crianças que chegam à educação infantil Vygotsky (apud CASTORINA;  BAQUERO, 2008) ressalta que, muito mais do que os problemas em si, o que decide o destino da personalidade da criança é sua realização sócio psicológica, com ênfase  na  importância da educação social da criança e no potencial  que ela possui para o desenvolvimento normal. Esta ênfase estava intimamente ligada à análise sobre o papel de qualquer dificuldade na vida da criança.

A teoria formulada por Vygotsky (apud CASTORINA; BAQUERO, 2008) propõe que a criança seja atendida sob a perspectiva qualitativa, considerando as qualidades que podem ser desenvolvidas no decorrer da educação infantil.

Por essa perspectiva Vygotsky afirma que a educação infantil geraria   um   processo de  compensação, estimulando um direcionamento para o crescimento do indivíduo. Tendo como    objeto de análise as reações físicas e psicológicas da criança, entendia caber uma análise dos ciclos e das   transformações no desenvolvimento e os processos compensatórios que permitem transpor as dificuldades do cotidiano. A singularidade do desenvolvimento das crianças está nos efeitos positivos da aprendizagem, ou seja, nos caminhos encontrados para a superação das dificuldades.

Dessa forma entende-se que, o meio social    pode    facilitar ou dificultar a criação desses novos caminhos de desenvolvimento (MANTOAN, 2001).

A principal característica da atividade humana, para Vygotsky é o fato de a mesma ser mediada externamente pelos instrumentos e signos. Os primeiros são orientados para regular as ações sobre os objetos, ao passo que os segundos são orientados para regular as ações sobre o psiquismo dos outros e do próprio sujeito. A incorporação dos signos à atividade instrumental dá à mesma sua dimensão humana.

Defende Vygotsky: (…) toda e qualquer situação de aprendizagem com a qual o indivíduo se defronta na escola decorre sempre de fatos anteriormente vividos; o que o leva à conclusão de que os   processos de aprendizagem e de desenvolvimento estão relacionados desde o momento em que a criança vem ao mundo. Nesse sentido, o processo de aprendizagem se iniciaria    muito    antes de a criança frequentar a escola. Ressalta o autor, ainda, que o aprendizado escolar, ou melhor, o aprendizado sistematizado produz algo fundamentalmente novo no desenvolvimento da criança.

Para melhor explicitar a relação entre desenvolvimento e aprendizagem, Vygotsky formulou o conceito de zona de desenvolvimento proximal,  que envolve os níveis de‚ desenvolvimento real e de‚ desenvolvimento proximal. Por‚ nível de desenvolvimento real  ou‚ nível  de desenvolvimento efetivo da criança entendia‚ o nível de   desenvolvimento das   funções   mentais da criança que se estabeleceram como resultado de certos ciclos do desenvolvimento já completados.

Já a zona de desenvolvimento proximal ou área de   desenvolvimento potencial, está vinculada a distância entre o nível de avanço   real, que se tem por tendência estabelecer, através de recurso    independente de problemas e o nível de desenvolvimento das habilidades, determinado através da resolução de problemas sob a instrução de um adulto ou em colaboração de parceiros mais capazes.

Nesse sentido, do ponto de vista do nível de  desenvolvimento real, caracteriza o desenvolvimento mental do prisma da retrospecção, ao passo que, do ponto de vista da zona de desenvolvimento proximal, o caracteriza do prisma da prospecção.

Vygotsky teria desenvolvido o   conceito    de    zona de desenvolvimento proximal a partir de sua experiência com pessoas com maior dificuldade de aprendizagem. Para o estudioso as estas crianças, quando trabalhavam em grupo, construíam situações de aprendizagem diferenciadas,  nas quais umas auxiliavam as outras no seu desenvolvimento. Mais tarde esse conceito seria estendido à sua teoria geral do desenvolvimento e da aprendizagem.

Através do conceito de zona de desenvolvimento proximal, pode-se entender o curso interno do desenvolvimento. Utilizando esse método, pode-se compreender não apenas os ciclos de maturação já completados, como também aqueles processos que se encontram    em    fase de desenvolvimento. Desse   modo, um melhor entendimento do   conceito   de   zona de  desenvolvimento proximal conduzirá, de acordo com Vygotsky, a uma reavaliação do papel da imitação   no   processo de aprendizagem. Ao contrário do aprendizado dos animais, o processo de aprendizagem   do ser humano pressupõe uma natureza social específica e um complexo processo através do qual os indivíduos, em fase de desenvolvimento, ou seja, as crianças penetram na vida intelectual daqueles que a circundam.

Assim, para Vygotsky, a aprendizagem dirigida para os níveis de desenvolvimento que já foram alcançados é ineficaz do ponto de vista do desenvolvimento global do indivíduo.  Ela não converge para um novo estágio do desenvolvimento, mas, ao contrário, vai ao reboque desse processo.  Conclui o autor que, um bom aprendizado é somente aquele que se adianta ao desenvolvimento.

Ressalta, assim, o papel da aprendizagem no desenvolvimento do ser humano, considerando que a   aprendizagem não é, em si mesma, desenvolvimento, mas uma correta organização da aprendizagem da     criança conduz ao desenvolvimento intelectual, ativa todo um grupo de ação de desenvolvimento, e esta intensificação não poderia produzir-se sem a aprendizagem. Por isso, a aprendizagem representa um acontecimento único para o desenvolvimento da criança, apesar de não se tratar de uma característica humana natural, faz parte da história da humanidade.

Os conteúdos da experiência histórica do homem não estão estabelecidos somente nas coisas materiais, mas, principalmente, nos   modelos   verbais de comunicação desenvolvida entre os seres humanos. É através da linguagem que acontece a interiorização dos temas, pois ela faz com que a natureza social das pessoas se entrelace sua natureza psicológica.

De acordo com Vygotsky, são estreitas as relações que ligam o pensamento humano à linguagem, uma vez que o significado das palavras, que são incorporados socialmente, tem como missão tanto a ação de representação      quanto a     de     generalização, o que viabiliza a reconstrução do real ao nível do simbólico. Essa reconstrução representa a condição de criação de um universo cultural e a construção de sistemas lógicos de pensamento, que possibilitam a elaboração de sistemas explicativos da realidade. Com igualdade, essa dupla   função   consente a comunicação da experiência   individual   e coletiva.

Vygotsky conclui que:

[…] A relação entre o pensamento e a palavra é um processo vivo:  o pensamento nasce através das palavras. Uma palavra desprovida de pensamento é uma coisa morta, e um pensamento não expresso por palavras permanece uma sombra. A relação entre eles não é, no entanto, algo já formado e constante; surge ao longo do desenvolvimento e se modifica. Uma palavra é um microcosmo da consciência humana.

Vygotsky tece uma crítica à postura dos psicólogos do desenvolvimento e dos educadores preocupados em avaliar o que a criança não consegue fazer, propondo que se deve considerar o que ela pode fazer sob condições pedagógicas adequadas.   Apesar das críticas, o autor valoriza sobremaneira a educação e o papel indispensável dos professores na mediação do mundo para a criança.

Para Vygotsky a segregação não é solução e ele se mostra favorável à inclusão quando diz:

[…] Uma das implicações óbvias dessa posição é que as formas de comunicação usadas para ensinar e interessar as crianças são de suprema importância e, se é assim, dada a segregação e mesmo o   isolamento que existe no sistema da escola especial, onde as experiências sociais e educacionais das crianças estão bem distantes do “normal”, é provável que as crianças  educadas  em escolas especiais desenvolvam uma forma de pensar culturalmente diferente da das crianças educadas em escolas regulares, onde métodos e currículos são mais homogêneos. Nessa perspectiva, o atendimento educacional aos alunos na educação infantil deve estar libertado de qualquer caráter   filantrópico ou religioso e de uma orientação para a incapacidade ou invalidez. Propõe  Vygotsky que essa escola deve buscar, na aprendizagem dos conceitos adquiridos no coletivo, a compensação para os déficits orgânicos. As pessoas devem desenvolver também o pensamento abstrato, superando o nível das atividades que exploram apenas suas habilidades simples.

Em síntese, sendo o homem ser social, apresentando-se como sujeito através da linguagem, a interação social entre os alunos é a chave para a efetivação do conhecimento. A diferença natural entre as pessoas possibilita a troca e, abre espaço para a ampliação da capacidade individual. A escola, desta forma, salvaguarda o seu papel de ensinar, ou seja, o de operar na zona de desenvolvimento proximal de todo os alunos, levando em consideração o potencial de aprendizagem e não se fixando nas dificuldades. O acesso ao saber deve ser permitido a todos.

Não há como negar que a busca das famílias pela escola de qualidade continua, pois, apesar de mundo ter sofrido uma série de alterações, a educação ainda continua sendo vista como a única possibilidade de mudança do quadro social. Entretanto, algumas mudanças    acabaram por decepcionar sobremaneira os educadores e até mesmo os pais mais conscientes. Dentre estas mudanças podemos citar a crise nas atitudes positivas, antes tão importantes, hoje, depois da “lei de Gerson”, no qual se pensava em “levar vantagem em tudo”, às atitudes positivas acabaram ficando para trás, pois levar vantagem certamente não combina com respeito e boa educação (MATARAZZO, 2003).

Atualmente as pessoas esqueceram que a maneira como tratam os outros demonstra, na verdade, o que a pessoa é: o que sabe, quais os seus princípios e sua linha de conduta. Assim, no relacionamento com o próximo, é possível refletir a   eficiência, como se estivessem, constantemente, a promover a imagem.  O   lamentável, porém, é o fato de muitos se preocuparem em ser gentis, atenciosos e prestativos quando lidam com pessoas importantes, ricas ou famosas. Falar cortesmente a um secretário-geral ou ministro constitui agir corretamente. Mas a prova de competência está   no   modo   como as pessoas agem em relação aos mais fracos e abandonados, pois a bondade e as atitudes positivas que praticam indicarão o respeito à dignidade que existe em todo ser humano, ainda que não ocupe qualquer posição de destaque (MATARAZZO, 2003).

Atitudes positivas que podem e  devem fazer parte do cotidiano da família e da escola, através do cumprimento de algumas obrigações ético-moral como a cortesia,  que implica  em uma atitude diária, exercitada mesmo com sacrifício, inclusive para que não se permita, ao próximo, dirigir a nossa conduta e até mudar os ideais dos que os cercam.

Tanto na família como na escola é preciso que se torne um hábito a resistência, em qualquer circunstância, aos apelos fáceis do embrutecimento diário, que destrói os sentimentos de solidariedade, corrói a persistência, amortece a determinação de vencer como pessoa.

É preciso, mesmo chorando, de sofrimento, revolta e angústia, não abandonar os fundamentos de um bom relacionamento com a comunidade universal. Nos momentos de decepção, as pessoas ficam mais expostas e, até mesmo um pouco cegas quanto à dignidade do próximo. Mas é preciso persistir na prática quotidiana das atitudes positivas, ainda que isso pareça uma humilhação desnecessária. Deve-se estar consciente para não perder o tesouro de nossa liberdade pessoal para agir de acordo com o que pede a consciência, desde que se tenha sabido, ao longo do tempo, conserva-la bem formada, e não, simplesmente moldada ao sabor das circunstâncias ou dificuldades que se está enfrentando (LEÃO, 1992).

Segundo Matarazzo (2003) por mais que a tecnologia tenha evoluído, as pessoas ainda são a chave para o sucesso em qualquer campo de atividade. São pessoas que têm bons projetos, são as pessoas que motivam e reconhecem as competências, são as pessoas que desenvolvem e controlam as tecnologias de última geração, são pessoas, enfim, que procuram produtos e serviços inovadores. Por isso, saber lidar com seres humanos   pode até não garantir uma carreira promissora, mas não saber pode   trazer à tona uma situação de impotência e fracasso.

Estabelecer bons relacionamentos nos mais diversos   níveis de interação humana exigem conhecimento e respeito às regras básicas das atitudes positivas. Entenda-se por atitudes positivas a definição geral dada ao termo:  uma maneira de fazer as pessoas ficarem bem com você e vice-versa. Nada muito diferente das lições ensinadas por mães e avós: cumprimentar a todos, dar preferência aos mais velhos, pedir por favor, pedir licença, comportar-se bem em público.

A ordem, para Leão (1991) é esqueça- se do velho princípio que manda tratar a todos de forma igual.  Se o indivíduo pretende ser bem-visto entre as pessoas de seu convívio, deve tratar a cada uma delas como gostaria de ser tratada. Além do mais é preciso abrir os olhos e a mente para o mundo a seu redor, prestar atenção aos   diferentes comportamentos, ouvir efetivamente. Ouvir atentamente é a forma mais eficaz de se conhecer alguém e, consequentemente, saber como trata-lo. Se conseguir, de alguma forma, amenizar as inseguranças e insatisfações de alguém – seja ouvindo-o com atenção, incentivando-o, tratando-o com respeito, demonstrando disposição para ajudá-lo – você certamente será uma companhia agradável e contará sempre com colaboradores a seu redor.

A prática das atitudes positivas não exige situações especiais, mas deve ser um hábito. Precisa estar presente nas ações corriqueiras do dia- adia, seja no ambiente de trabalho, no elevador, nos transportes coletivos, no trânsito, entre familiares e colegas.

Ser cortês não é garantia de realização profissional e pessoal, mas no mínimo ajuda a tornar melhor seu dia- adia, seja em casa, na escola ou no trabalho. Isso só já vale a pena fazer da cortesia um hábito.

Cumprimentar as pessoas, dizer obrigado, por favor, pedir desculpas constituem manifestações de    eficiência     como ser humano e como profissional. Se os outros não percebem, o problema é causado por sua ignorância, falta de prática e divisão, contudo, a incompetência deles não poderá jamais desculpar a ineficiência ou o descaso pelo aperfeiçoamento individual (MATARAZZO, 2003).

Assim é necessário que as atitudes positivas retornem aos lares e principalmente retorne aos bancos escolares, pois é somente através dela que será possível uma   construção   real do indivíduo como um ser humano   consciente e    participativo     tanto na vida familiar como nas   situações   diárias de convivência com as outras pessoas.

De que adianta a sobrecarga de conhecimentos científicos  adquiridos nas últimas décadas  se  o mais importante que é o bom relacionamento, os bons modos, as atitudes   positivas, acabaram desaparecendo totalmente do convívio diário, assim, as pessoas não têm educação suficiente para escutar e aprender o conhecimento científico.

 POR: MARA ROBERTA DA COSTA