/A IMPORTÂNCIA DO CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A IMPORTÂNCIA DO CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A partir do estágio realizado na Educação Infantil, surgiu o interesse para a elaboração deste artigo na tentativa de esclarecer que o trabalho nas instituições de Educação Infantil pode contribuir efetivamente para resultados satisfatórios e desenvolvimento integral da criança quando realizado de forma indissociável o Cuidar, Educar e Brincar. Desse modo, cabe ressaltar que esse trabalho se propõe a trazer reflexões fundamentadas   sobre a   importância   do tripé:   Cuidar, educar e Brincar, permitindo questionamentos  e indagações.

O objetivo geral deste artigo é apresentar e refletir sobre a importância da integração dos componentes Cuidar, Educar e Brincar na Educação Infantil e como os mesmos contribuem para o desenvolvimento integral da criança, e os objetivos específicos consistem em refletir sobre a fragmentação entre Cuidar, Educar e Brincar e compreender o Brincar como parte iminente e crucial como o Educar e Cuidar.

O presente trabalho iniciará trazendo um breve histórico das leis que contribuíram para garantir os direitos da criança, além disso, este artigo discutirá a importância do Cuidar, Educar e Brincar na Educação Infantil e como tais fatores influenciam no desenvolvimento da criança, sabemos de sua importância uma vez que é muito discutido em meios acadêmicos, porém no cotidiano de creches e pré-escolas permanece sem efetivar-se de modo integrado, não  recebendo a devida atenção e reconhecimento de sua importância por grande parte de instituições de educação infantil.

Nesse   contexto, este artigo tem como finalidade     contribuir para que se compreenda que o Cuidar, Educar e Brincar na Educação Infantil são elementos que devem caminhar juntos para atingir resultados satisfatórios, ou seja, para que a criança possa desenvolver-se plenamente, devendo ser parte integrante na Educação Infantil. Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – DCNEI (2010, p. 12) a Educação Infantil “[…] constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade”. Em contrapartida, ainda de acordo com as DCNEI (2010, p. 25) apontam que o Brincar é um dos eixos norteadores das Práticas Pedagógicas da Educação Infantil.

AS LEIS A FAVOR DAS CRIANÇAS

Atualmente a educação infantil é dividida em Creches (crianças de 0 a 03 anos) e  pré-escola (crianças de 04 a 05 anos), primeiramente é importante compreender que  por   muito tempo as crianças pequenas foram historicamente desconsideradas, os espaços dos quais as crianças eram atendidas, visavam apenas o cuidado, os profissionais que atuavam nesses ambientes não tinham como objetivo a formação das crianças, pois as mesmas eram consideradas    como “pequenos adultos” o foco principal era o cuidar, ou seja, esses locais possuíam apenas caráter meramente assistencialista , principalmente para as camadas mais pobres.

Após anos de lutas  sociais   surgem  leis a favor da criança, com a promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil (1988), as creches e pré-escolas passaram a fazer parte da educação, sendo dever do Estado garantir à criança o direito e a gratuidade em   frequentar   creches e pré-escolas, conforme Leite Filho (2001, p. 31) “[…] foi um marco decisivo na afirmação dos direitos da criança no Brasil”.  Com isso, as creches que eram apenas a caráter assistencialista, através da Constituição de 1988 avançam, pois dão entrada no campo educacional.

Após dois anos (1990), é aprovada o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que fortifica ainda mais o direito da criança ao mundo dos direitos humanos. Além da Constituição Federal de 1988, do Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990, com a lei nº 9.394/96, LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional fica estabelecida que seja garantido o desenvolvimento integral em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social da criança de 0 a 5 anos de idade, e a Educação   Infantil   passa a    ser    definida     como a primeira etapa da Educação Básica.

Por meio dessas afirmativas, a criança passa a ser reconhecida como sujeito de direitos, ser social, cultural e histórico, o que torna imprescindível que a escola seja um ambiente não focado apenas no Cuidar, mas devendo criar condições para o progresso da criança, fornecendo uma educação de qualidade, colaborando efetivamente para o desenvolvimento da criança.

A Educação Infantil obteve avanços e conquistas da qual a criança passou a ser reconhecida como sujeito social e histórico que faz parte de uma sociedade, que tem voz, que são protagonistas de suas vidas, tendo potencial e sendo sujeito de direitos, conforme o RCNEI (1998, v.  01, p.  21) “As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e   pensam o mundo de um jeito muito    próprio”.    Porém, ainda estamos diante de um grande impasse em relação ao Cuidar, Educar e Brincar nas instituições de caráter  educativo, uma  vez   que   muitas de nossas instituições ainda priorizam o Cuidar, utilizando momentos lúdicos apenas para distração, ou ainda desconsideram       as especificidades da criança e por meio do Educar, elaboram metodologias que busca precocemente preparar a criança  para  o Ensino Fundamental, excluindo o tempo do Brincar.

Considerando tais aspectos, é de fundamental importância que a escola busque reconhecer, compreender e perceber as peculiaridades e as reais necessidades da criança de 0 a 5 anos de idade, sendo  imprescindível desenvolver práticas focadas no desenvolvimento  pleno da criança, oportunizando experiências com suas diversas linguagens de modo que a criança  possa conhecer a si própria, construindo seus próprios conhecimentos, por meio de brincadeiras e interação. Todavia, conforme MACHADO (2010, p. 31) “[…] o

contato entre parceiros nem sempre resulta em aprendizagem, ensino ou desenvolvimento. Estar junto, lado a lado, agindo e reagindo mecanicamente, não é o mesmo que interagir, isto é, trocar, dar e receber simultaneamente”.

O Cuidar, Educar e Brincar na Educação Infantil é de fundamental importância e pode contribuir significativamente para a construção de  conhecimentos e desenvolvimento das potencialidades e capacidades da criança, pois é notório que a criança é um ser que está em constante desenvolvimento, mas que deve ser estimulada a fim de adquirir seu pleno desenvolvimento.

Portanto, é papel da instituição de educação Infantil fornecer condições para esse desenvolvimento, sendo  necessária   que as atividades sejam devidamente   planejadas, intenciona lizadas, contextualizadas      e significativas  a  fim de possibilitar que a criança   tenha    prazer em  executá-las,   deve ser entrelaçado práticas entre o Cuidar, Educar e Brincar   constantemente a fim de que a criança possa fortalecer vínculos afetivos, sentir segura e acolhida nos momentos do cuidado, mas que ao mesmo  tempo   possa ser instigada a adquirir novas aprendizagens, ou ainda que  o  momento  de      aprendizagem possa ocorrer de modo espontâneo e prazeroso sendo direcionadas por meio de brincadeiras, vivenciando experiências significativas e condizentes com sua faixa etária.

O referido artigo busca realizar alguns questionamentos, como por que o Cuidar, educar e Brincar devem ser considerados importantes para o desenvolvimento da criança? É de fato necessário que o Cuidar e Educar sempre que possível sejam realizados por meio de brincadeiras?

O CUIDAR

Inicialmente são necessários compreendermos a definição do que é o termo Cuidar, Educar e Brincar. O Cuidar, conforme o RCNEI (1998, v. 01, p. 25) “[…] é sobretudo dar atenção a ela (criança) como pessoa que está num contínuo crescimento e desenvolvimento, compreendendo sua singularidade, identificando e respondendo às suas necessidades”. É necessário que o profissional esteja atento, deve ser comprometido com os pequenos   percebendo as necessidades dos mesmos, sendo solidário e respeitando as singularidades de cada criança.

O Cuidar não se resume  aos  cuidados  de uma  forma  simplista, é fundamental comprometimento, tempo e proximidade por parte do professor, no qual deve perceber que o outro é um sujeito ativo e capaz, que deve ser ouvido e respeitado, sendo um ser que necessita desenvolver- se de modo pleno e autônomo, ou seja, o Cuidar necessita construir vínculos entre quem cuida e quem é cuidado, envolve habilidades em observar as       especificidades, individualidade, ideias e emoções da criança e ajudá-la em todos os seus aspectos.

O Cuidar faz parte essencial das instituições de caráter educativo para crianças pequenas, o RCNEI (1998, v. 01), corrobora que o Cuidar envolve questões afetivas, biológicas, como alimentação e cuidados com a saúde e higiene da criança e que não há como ter educação se não há cuidado, ou seja, o Cuidar é parte integrante da educação.

O Cuidar na perspectiva da Educação Infantil, segundo Jaqueline Cunha (2010) é uma ação cidadã, da qual os professores necessitam estar  atento  e ter consciência dos direitos das crianças, que é um ser  ativo  em  todo o processo, devendo contribuir eficientemente para que haja crescimento e desenvolvimento da criança, considerando as necessidades da mesma, o que tornará o educador mais  humano.  Para Sonia Kramer (2005), o cuidado tem como foco o outro, e o adulto deve ser receptível e sensível, percebendo e suprindo as necessidades da criança, tais atitudes exigem proximidade, tempo e entrega. Conforme o RCNEI (1998, v.   01, p. 24) “A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades”.

O EDUCAR

O Educar por sua vez tem forte relação com as instituições   escolares, o Educar é amplo não devendo ser considerado como   “transferência de  conhecimentos”, mas envolve propiciar experiências e situações significativas de aprendizagens que colaborem para que a crianças e já protagonista, construindo seus próprios conhecimentos, uma prática que possibilita que a criança desenvolva capacidades, para a conquista  de sua autonomia e independência.

O Educar exige que o professor busque instigar as crianças a ter “vontade” de aprender, despertando o interesse para que seja gerada o desenvolvimento de habilidades socio afetivas, cognitivas e psicomotoras no qual o sujeito constantemente adquire novos conhecimentos. O educar na educação infantil ultrapassa a educação formal, necessitando a colaboração dos profissionais no qual deve respeitar as limitações de cada criança, deve ainda possibilitar estratégias a fim de que as capacidades infantis sejam de fato   estimuladas e seu potencial se autodesenvolva. O Educar deve guiar e orientar a criança a fim de que a mesma obtenha resultados positivos para o seu desenvolvimento humano, para as crianças pequenas o Educar deve ser associado ao Brincar, pois       conforme Adriana Lima (2002, p. 33), “Não existe nada que a criança precise saber que não possa ser ensinado brincando […]”, a autora ainda ressalta que se determinada coisa não é possível se transformar em um jogo, então não será proveitoso à criança.

O BRINCAR

Sobre o Brincar, atualmente ainda é entendido por muitos profissionais da área da educação, como uma atividade de ocupação de tempo, Crislaine Salomão (2013) corrobora que o Brincar é uma linguagem que a criança utiliza para promover a interação entre os demais, e que através  do   Brincar,   há o desenvolvimento de habilidades, autonomia e criatividade por  envolver o direito de comunicar-se, conviver e aprender.

O Brincar é necessário ao ser humano, por meio do lúdico o indivíduo pode desenvolver-se socialmente e culturalmente, construindo     novos c o n h e c i m e n t o s , conforme o RCNEI (1998, v. 01), o Brincar é uma atividade necessária no cotidiano escolar que favorece a autoestima da criança, possibilitando que a mesma vivencie experiências, o que contribui para o seu desenvolvimento.

 De acordo com os RCNEI, (1998, v. 02, p. 22) “Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da autonomia”, Portanto, o Brincar  é   fundamental na vida das crianças permitindo que as mesmas se expressem, vivencie emoções, possibilitando a troca de conhecimentos, interiorizando o mundo que a cerca e contribuindo para formação de sua identidade.

Porém conforme Cyrce Andrade (2010) há por parte do professor de    Educação    infantil, a falta de atenção às brincadeiras livres, não sendo programada e estruturada, sendo vista geralmente como menos importante. Além disso, conforme o RCNEI (1998, vol.  01 p. 31) “A interação social em situações diversas é uma das estratégias mais importantes do professor para a promoção de aprendizagens pelas crianças”. É fundamental que o educador propicie uma diversidade de situações que garantam a troca de conhecimentos, das quais as crianças possam expressar-se, interagir, dialogarem e brincarem contribuindo para sua autonomia e autoestima.

Com isso, sendo as instituições de Educação Infantil um ambiente construído para a criança pequena, é necessário que a escola integre o Brincar no cotidiano, não rotulando como uma atividade que preencha um determinado período de tempo e sem nenhuma mediação intencional, pois sem dúvidas é necessário que o Brincar seja associado  como ação educativa para a infância, que colabora grandemente para o desenvolvimento da criança.

As brincadeiras na Educação Infantil é ferramenta de suma importância para a criança, pois através do Brincar, a criança constrói emoções e sentimentos colaborando   para   o seu desenvolvimento, portanto no Cuidar e Educar faz-se de suma relevância       considerar a ludicidade e explora- lá como ferramenta de grande valia no ambiente de Educação Infantil, pois o brincar é inerente à criança.

A IMPORTÂNCIA DO CUIDAR, EDUCAR E BRINCAR

O tripé cuidar, educar e Brincar é importante na Educação infantil, pois pode    contribuir eficientemente no processo de desenvolvimento pleno da criança, pois os momentos tornam- se mais proveitosos e significativos às crianças.   Com   isso, o tempo do cuidado também é momento de aprendizagem, e para a aprendizagem é possível que o lúdico seja explorado, tornando-se momentos prazerosos e de contentamento, o que consecutivamente contribui para o desenvolvimento da criança.

É notório que a Educação Infantil por muito tempo foi vista como “depósito de crianças”, que serviam apenas para Cuidar da criança enquanto a família estava ausente, e nos dias atuais muitas vezes é vista dessa forma pelo senso comum. Atualmente, as instituições de Educação Infantil cuidam, educam e possibilitam momentos de brincadeiras, todavia tais ações em algumas dessas instituições são realizadas de modo fragmentado e sem intencionalidade, por outro lado, as instituições comprometidas com o desenvolvimento global da criança buscam construir por meio do planejamento práticas integradas entre o Cuidar, Educar e Brincar, pois consideram a criança com um ser que possui    necessidades e especificidades e, portanto devem ser considerados para a sua formação integral.

Com isso é importante que haja a transformação das práticas didáticas em todas as instituições de Educação Infantil, para que seja dissipado a fragmentação de ações na rotina escolar, que talvez pelo despreparo dos profissionais, ou até mesmo por falta de motivação ainda se faz presente em algumas instituições. Diante dessas  afirmações, torna-se fundamental que haja reflexão e seja percebida a importância desses componentes: Cuidar, educar e Brincar, pois cada um deles possui o seu devido valor em creches e pré-escola.

Todavia é ainda comum alguns professores utilizar o Cuidar, Educar e Brincar de forma fragmentada e sem conexão, o que nos leva à conclusão de que há uma grande barreira entre teoria e a prática. Rosa Batista (1998) enfatiza que há uma série de fatores que dificultam as instituições escolares exercerem sua função, que engloba considerar e valorizar os reais interesses e necessidades infantis, para o autor é fundamental implementar propostas de caráter educacional- pedagógico que proporcione às crianças a vivência real dos seus direitos.

Porém  Ana Ramos &Alberto Alegre (2003, p. 29) enfatiza que o Cuidar e Educar somente serão visto de modo integrado quando: “culturalmente for assimilado que a criança não é um ser que deva ser preparado para ser adulto, mas um ser que deve e pode vivenciar a sua infância com as suas   peculiaridades de criança […]”. Diante deste cenário, é notório que o professor possui   sua    parcela de responsabilidade, devendo ter formação adequada e cursos de aperfeiçoamento, além disso, é   importante que o educador  supere a visão de Educação Infantil como ambiente que se deve Cuidar e Educar de modo isolado, e que ainda considera o Brincar como somente forma de lazer para a criança. Para isso, além da formação específica e atualização de conhecimentos na área, é primordial a constante reflexão de seu próprio trabalho docente, Maristela Angotti (2010) corrobora que o professor deve assumir com compromisso, práticas essenciais para que desenvolva um fazer intencionado, reflexivo e profícuo no ambiente escolar.

Para analisarmos que o Cuidar, educar e Brincar são indissociáveis, o RCNEI (1998, v.  01, p. 23) corrobora que o Educar se efetiva por intermédio de ações que envolve o Cuidar e o Brincar e ainda através de aprendizagens que visam o desenvolvimento da criança “Educar significa, portanto propiciar situações de cuidados, brincadeiras aprendizagens orientadas de forma integrada”

Nesse contexto é primordial que o tripé: Cuidar, educar e Brincar sejam revistos como elementos de suma importância na Educação Infantil, devendo a instituição escolar, aprimorar práticas que seja derrubada a fragmentação entre os cuidados, educação e brincadeiras, possibilitando                o Cuidar    educando e o Educar brincando, independente da instituição ser creche ou pré-escola. Conforme o Manual de Orientação Pedagógica (2012, p. 34) “Na educação infantil é fundamental a integração dos tempos de cuidar, educar e brincar”. Nesse sentido, torna-se fundamental que no ambiente escolar haja a relação entre o Cuidar, educar e Brincar, uma vez que contribui para que o educando se desenvolva integralmente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, o professor necessita ser capacitado, desenvolver um trabalho intencionado, devendo considerar e conhecer as características da infância, percebendo as especificidades e as necessidades presentes de cada criança de acordo com sua faixa etária,  respeitando às singularidades das mesmas, é indispensável que o docente reavalie suas concepções e práticas pedagógicas, mediando e interagindo com as crianças em prol do desenvolvimento das mesmas.

Para o planejamento sobre o que deve fazer parte do cotidiano da criança e como o mesmo deve   ser   desenvolvido, é importante  questionar se   tais   metodologias são condizentes com a realidade da criança, e ainda como tais metodologias podem de fato, contribuir para o  desenvolvimento e para a vida da criança, é importante discussões por meio do projeto pedagógico, que levem a reflexão sobre os elementos descontextualizados e fragmentados que ainda fazem parte   da   rotina de muitas creches e pré- escolas.

Fica então evidente, a necessidade de reconhecer o ato de brincar como um recurso pedagógico, e fator fundamental aliando- se com o Cuidar e o Educar, o que resultará em desenvolvimento coerente e efetivo. De fato, o Brincar ocorre nas instituições de educação infantil, porém tal atividade que poderia ser riquíssima para o progresso da criança é geralmente esquecida e desvalorizada.

O tripé: Cuidar, educar e Brincar, como já foi amplamente explicitado neste artigo, é fundamental na educação infantil, e necessita que as unidades de educação infantil tenham um olhar diferenciado e reflexivo desses elementos. Faz-se necessário que a Educação Infantil, deixe de ser vista ora lugar de guarda, onde o essencial é que a criança seja cuidada, ora como ambiente preparatório para o ensino fundamental é necessário ainda que brincadeiras deixem de serem vista de maneira deturpada, e sem intenção pedagógica explicitada.

De modo geral, é necessário o compromisso no investimento de um atendimento educacional de qualidade, o novo contexto educacional necessita reconhecer que o Cuidar, educar e Brincar são ferramentas cruciais, devendo ser articuladas para o desenvolvimento global da criança, cuidando e educando, privilegiando e valorizando o Brincar, pois é direito da criança desenvolver- se plenamente. É imprescindível que a educação infantil esteja comprometida em oferecer à criança o direito de viver experiências plenas, o direito de Brincar, de ser cuidada e respeitada, sendo reconhecida como um ser que necessita viver sua infância de modo intenso e único.

 

POR: SILVANA DOS SANTOS FRANÇA