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HIPERATIVIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

objetivo deste Artigo é orientar sobre pontos importantes para o relacionamento entre pais, professores e pessoas que convivem diariamente com estas crianças, mostrando que estes comportamentos são distúrbios que precisam de tratamento médico e uma atenção especial por parte de todos.

Todo mundo conhece aquela criança que não para o tempo todo que se transforma no martírio das mães, na tortura dos professores e no terror das festinhas de aniversários, são crianças que possuem difícil concentração e acabam por terem um problema muito sério chamado distúrbio de hiperatividade e déficit de atenção ou DHDA. O DHDA é uma nova classificação da medicina para o que antes se conhecia apenas por hiperatividade.

As crianças hiperativas precisam de uma melhor interação estabilidade emocional para melhor conviver e assim não sofrerem situações de constrangimentos a todos e insatisfação dos que convivem.

Através de um simples diagnóstico feito por psicólogos neurologistas e psicopedagogos em seus consultórios será diagnosticado para possíveis tratamentos.

A melhor forma de caracterizar a síndrome é comparando a criança a outras crianças, por esse motivo, a fase mais provável para se constatar o distúrbio é na escolar. Hoje, como as crianças estão indo mais cedo a escola, identifica- se a doença com maior antecedência.

O HIPERATIVO NA ESCOLA

O Hiperativo vítima de pequenas disfunções, com repercussões diversas em cadeia, transforma mesmo a vida familiar e a classe. Quando chega a consulta, requer uma equipe de especialistas para identificar e tratar a origem do problema, oculto por tentativas inadequadas de compensação, inibições, labilidade emocional excessiva e violentas explosões reacionais.

Analisando o fracasso escolar, que mais exaspera a família, a principal atenção num estímulo só conseguindo a anular os demais. Dispersivo, o instável acumula os distúrbios gnosopráxicos. Não se concentra, não conceitua, não memoriza, não acompanha a classe. O fracasso pode ser global ou específico, resultando em: dislexia, disgrafia, disortografia, discalcula, apesar de ter um bom nível, do qual começa a duvidar, junto com os outros. A família frustrada e o professor impaciente criam conflitos intrapsíquicos contínuos, que geram ansiedade, depressão ou revolta, num crescente progressivo antissocial.

Os especialistas (Lefere, Millichap), efetuando exame neurológico evolutivo relatam presença de: incoordenação (assinergias entre os músculos da motricidade voluntária) disdiadococinesias (desajeitamento em movimentos rápidos, alternados), impersistência motora, sincinesias (movimentos involuntários contralaterais), respostas iterativas do reflexo Babinski (extensão do dedão provocada por estímulos na planta do pé), hiper-reflexia, reflexos assimétricos, contraturas, tremores, disgrafia, distúrbios da linguagem, distúrbios do ritmo, atrasos de definição da dominância lateral (derivados de processos maturativos ou irritativos), grafanestesia, movimentos coreiformes, atetósicos ,tiques e estrabismo.

Clinicamente, os traços, mais sugestivos são: Hiperatividade (irrequieto, não para), desajeitamanto, dificuldade em fixar a atenção, distúrbios perceptuais: visuais, visuais-motores, auditivos e de esquema corporal. Podem aparecer dificuldades em formar conceitos e memorizar distúrbios específicos da aprendizagem, distúrbios de linguagem como: disatrias, dislalias e disfasias. As anormalidades neurológicas e EEG (Millichap), os distúrbios de ritmo, a intolerância a frustações, bem como características de impulsividade, agressividade, ansiedade anedonia e dificuldade em tomar decisões, de modo geral estão presentes.

O exame EEG permite: um estudo evolutivo, individualizar o contexto orgânico dos complexos problemas inespecíficos, que levam clinicamente ao diagnóstico de D.C.M., orientado de maneira criteriosa o tratamento.

Os testes psicológicos tentarão avaliar: o QI, nível motor, percepção visual, esquema corporal, dominância lateral, orientação espacial, ritmo e habilidade manual.

Após o exame completo psicomotor, começa a luta para a reintegração familiar e readaptação escolar, planificando a terapia psicomotora, psicopedagógica e a adequação medicamento.

Muitas das crianças hiperativas apresentam distúrbios de escolaridade. Em alguns casos, as razões são nitidamente orgânicas como: lesões anatômicas, alterações bioquímicas, crises frequentes, distúrbios degenerativos do Sistema Nervoso Central. Em outros casos, são problemas sócio familiares como: superproteção dos pais e rejeição no ambiente escolar.

O rendimento destas crianças dependerá das atitudes dos pais e dos professores. A atitude positiva dos professores na compreensão do problema por conhecimento correto sobre epilepsia, que facilitará o aprendizado e acompanhamento escolar.

O ensino deverá ser individualizado, o que não quer dizer que haja necessidade de uma professora para cada criança, mas sim, que o ensino seja adaptado às necessidades de cada uma, fugindo assim, da imitação.

Para isso, é aconselhável que as aulas sejam dadas em salas espaçosas, com poucos alunos para que estes possam sentar-se à distância relativa um do outro. Desta maneira ficarão reduzidos a um mínimo, os estímulos capazes de desviar a atenção da criança, pois, como sabemos, é características comum, a grande maioria dos oligofrênicos, a instabilidade da atenção.

Devem as classes especiais ter um mínimo de material exposto, as janelas deverão ser altas, inacessíveis as crianças, ou se isso não for possível, deverão ter a parte inferior pintada de branco. O mobiliário da sala deve ser igualmente simples e fácil de ser transportado. Mesas individuais de bom tamanho, para que a criança possa facilmente manusear o material sem derrubá-lo. O próprio traje da professora deve ser simples, de modo a não atrair a atenção da criança.

Há casos em que, apesar dessas condições, a criança não consegue se concentrar. Podemos então colocar sua mesa encostada à parede, de modo que ela fique de costas para as demais. A razão dessa separação deve ser explicada a criança, para que ela não sinta nisso atitude punitiva, mas construtiva, como ajuda que estamos querendo lhe prestar.

A criança com hiperatividade motora poderá ser isolada da classe, sendo colocada atrás de um biombo. No entanto, a criança excepcional, como a normal, tem necessidade de convívio social, por isso essas, medidas, tomadas com a finalidade de melhorar o comportamento da criança deverão ser abolidas, uma vez conseguido o seu propósito. A medicação atual que ajuda a criança a permanecer sentada e mais quieta, deverá ser administrada nesses casos.

O número de crianças em cada classe não deverá ultrapassar a 15, quando houver possibilidade de termos duas professoras, pois cada uma deverá ocupar-se de 7 a 8 crianças.

O início do aprendizado deverá ser feito como objetivo de se obterem características que permitam posterior alfabetização.

O material com o qual planejamos o trabalho escola deverá ser o mais possível palpável e em três dimensões, fugindo-se ao quadro negro e as explicações verbais.

Por mais dificuldades que possamos encontrar sempre haverá uma faculdade da criança, que suficientemente exercitada poderá entrar em funcionamento.

Quando se conseguir pôr em movimento uma função, é quase certo que as outras também se movimentarão.

Os melhores exercícios, neste sentido, serão os que conseguirem movimentar várias funções simultaneamente. A integração das funções intelectuais no S.N.C. é complexa e como vimos uma lesão cerebral mínima é capaz de interferir na aprendizagem caracterizando os distúrbios psiconeurológicos.

Além da educação das funções intelectuais, isoladamente devemos também realizar exercícios psicomotores, de coordenação, relaxamento e ritmo capazes de atuar sobre as vias de integração.

ATENÇÃO E MOTIVAÇÃO PROGRESSIVA EM CRIANÇAS HIPERATIVAS

Levine (1976) sobre respostas fisiológicas em maus leitores, desvendou uma reação de tensão com rápidos batimentos cardíacos continuados durante a confrontação da tarefa: posteriormente, tanto a atenção quanto o processamento cognitivo melhoraram quanto reduziu a tensão e a ansiedade. Alguns programas de treinamento em meditação e relaxamento tiveram sucesso com crianças hiperativas com problemas de aprendizagem, Linden (1973) conduziu um importante estudo com crianças pertencentes a minorias desprivilegiadas sobre o efeito da meditação em níveis de campo de independência, teste de ansiedade e progresso na leitura.

A meditação melhora a sincronia das ondas cerebrais, diminui o ritmo cardíaco e melhora a reação do corpo, a tensão diminui a pressão sanguínea, diminui a ansiedade, melhora a discriminação auditivo-perceptiva, aumenta a memória e melhora as médias de notas. Entretanto, nem sempre é possível que crianças altamente ansiosas e inquietas consigam bons resultados em programas de treinamento em meditação e relaxamento sem muita instrução inicial e orientação estruturada.

Tradicionalmente este tipo de educação tem sido denominado de “treinamento de sugestão” (hipnose) ou orientação diretiva: o treinamento começa com o estudante recebendo instruções do educador especial e tem continuidade com auto- sugestão ou auto hipnose). Pesquisa abrangente sobre hipnose realizada por Barber (1960,1961) e outros mostram que estas técnicas sugestivas podem produzir padrões de EEG alterados vasodilatação e vasoconstrição localizadas influenciando a circulação sanguínea, mudança na temperatura da pele, aceleração e desaceleração cardíacas, aumento e diminuição da glicose no sangue. Outros estudos, como os de Mccord (1995) e Alexandrotf (1972) mostram que, em crianças, a hipnose parece ativar mecanismos de auto regulação que, gradualmente filtram novas aprendizagens e discernimentos para a consciência.

Os pais devem ser envolvidos em programas de treinamentos e em relaxamento sugestivo para crianças para assim um melhor e enriquecedor aproveitamento.

Bettelheim explica como o conto de fadas é a matéria-prima na qual a criança pode aprender a ler sua mente na linguagem de imagens visuais e verbais. Desta forma, a vida de fantasia da criança pode ser enfrentada na realidade e os poderes de motivação intrínseca de sua imaginação podem ser colocados a funcionar para dar seguimento ao desenvolvimento. É preferível, no início, contar (ou recontar) contos de fadas ao invés de lê-los, porque isto permite uma maior flexibilidade. Em seguida, os contos de fadas podem ser lidos, relidos, representados e complementados de muitas formas diferentes para melhorar a motivação e o envolvimento.

Alguns contos de fadas mais úteis são relacionados aqui:

° Cinderela

° As roupas do Imperador

° João e o pé de feijão

° Os três porquinhos

° O patinho feio

° O príncipe sapo

° João e Maria

° A Bela e a Fera

Também através da arte dramática, fantoches, sonhos e escrita criativa, as crianças podem ser motivadas a tomar parte nos processos de leitura e na construção de histórias, e melhorar a sua autoestima.

APOIO AOS PAIS

Os pais podem representar um papel muito importante na redução das ansiedades das crianças, melhorar seus períodos de atenção, aumentar sua motivação para a leitura e apoiá-las em seu desenvolvimento continuado de boas habilidades de leitura. Bronfenbrenner (1974) revisou o efeito da família na criança em seu desenvolvimento posterior na vida e cita os primeiros passos de James Coleman, que estudou 600.000 crianças. O pano de fundo familiar é o elemento mais importante na determinação de como a criança se sairá na escola. Particularmente importante é a atitude positiva do pai em relação à aprendizagem e à presença do uso de livros e outros materiais de leitura em casa.

Muitas instituições educacionais e editoras promoveram a leitura em casa e forneceram aos pais guias e materiais instrucionais (Scholastic Magazine, sem data). Alguns desses programas especiais para pais foram organizados de forma sistemática. Radin (1969) organizou um programa de treinamento doméstico para pais de crianças pré-escolares. Em um ano, as crianças desses pais tiveram um progresso duas vezes maior do que o das crianças do controle no subteste de prontidão para a leitura do Metropolitan Achievement Test.

Envolvimento prematuro do pai em verbalização e tarefas de desenvolvimento cognitivo produziram os maiores progressos. Um outro estudo semelhante por Smith (1968) envolveu 1000 famílias negras de baixa renda em um programa escolar, no qual os pais liam em voz alta para crianças , ouviam as crianças lendo, liam silenciosamente na presença de suas crianças e encorajavam e premiavam pela leitura e descobriu-se que a ajuda de apoio dos pais (não ensino diretivo) produziu os resultados mais significativos.

Diversos livros populares foram escritos por pais de crianças com inaptidão para a aprendizagem para explicar como outros pais podem ser úteis e dar apoio. Particularmente recomendado é Can’t Read, Can’t Write, Can’t Talk Too Good Either, escrito por Louise Clarke, a mãe de um menino hiperativo. Livros deste tipo podem ser usados por profissionais como exemplos para pais e professores em sala de aula.

Educadores especiais deverão proporcionar educação aos pais e programas de aconselhamento para permitir aos pais ajudar as suas crianças mais eficazmente.

Para Haim Grünspun na história de crianças hiperativas encontramos, muitas vezes, distúrbios de sono como terror noturno, sono agitado, insônia, sonambulismo, ranger de dentes, dores abdominais no sono e enurese noturna.

Outras vezes encontramos distúrbios da fala e da linguagem como: dislalias e taquilalia. Distúrbios da motricidade como instabilidade e hipercinéticas, são referidos com frequência. Compete ao especialista, além de medicar, providenciar a correção das atitudes dos adultos que lidam com as crianças. Muitas das teorias que procuram explicar a existência de uma personalidade hiperativa, se contradizem nas suas finalidades.

Segundo Delay, poderemos agrupa-las em duas classes: personalidade hiperativa como primária inata ou hereditária, e em segundo as que se referem às personalidades como adquiridas ou secundárias.

Para admitirmos que a personalidade primária ou hereditária tenha características particulares com predisposição hiperativa, deveríamos encontrá-la mais miudamente nos casos de hiperatividade e nas famílias. As ideias de Wallon e Piere Clark, que além de descreverem traços típicos destas personalidades com os polos opostos – lentidão-impulsividade incluem como traços fundamentais: egocentrismo, hipersensibilidade, pobreza emocional e rigidez. Estas manifestações não são consequências das crises, aparecem desde a infância e são, ainda, encontrados em familiares de hiperativos.

O conceito de personalidade gliscróide de Minkowska baseia-se nos princípios de Kretschmer, isto é, os traços patológicos não seriam mais que uma exageração da personalidade normal. Segundo ela, assim como há tipos psicológicos hereditários e correlação entre cada um, em particular, há uma estrutura corporal específica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há diversas formas de ajudar crianças hiperativas a melhorar sua atenção e motivação para aprender. A primeira delas é compreender a dinâmica da atenção e sua base neuropsicológica. Relaxamento, meditação e autossugestão podem ser ensinados e podem reduzir níveis de ansiedade em hiperativos.  Lições e programas altamente motivadores usando a imaginação da criança, histórias interessantes e atividades de movimento também ajudam a melhorar a atenção sustentada e fazer a criança mais receptiva à instrução.

Os pais são a pedra angular de qualquer programa de educação especial para crianças hiperativas. Com seu envolvimento e apoio na modelagem de comportamento de atenção e através do uso de programas de treinamento doméstico, a criança pode continuar a fazer progressos significativos na aprendizagem em geral.

A desatenção e a inquietação são características marcantes da hiperatividade, o que faz com que crianças não progridam em diversos setores de desenvolvimento. Com o passar do tratamento, as crianças conseguem se equilibrar melhor, conseguem se expor melhor, melhorando o seu desempenho e tranquilidade.

Este assunto hoje é tratado com seriedade e com muitos recursos, os pais e professores antes da descoberta do distúrbio viam a criança como indisciplinadas e ativas demais, mas “A criança hiperativa não para nem que ela queira. É uma coisa mais forte do que ela” (Ênio Roberto de Andrade, Psicanalista do H.C.  em Reportagem à Revista DA HORA AGORA, 15 de agosto de 1999).

São de razões simples aos nossos olhos, mas que podem fazer grande diferença às crianças e assim alívio e tranquilidade, poder compreender com mais facilidade as situações vividas por quem tem ou convive com crianças que possuem este distúrbio.

Indicadores para Pais de Crianças com Problemas de Hiperatividade segundo Robert Valett

  1. Dedique seu tempo para ouvir suas crianças o máximo possível (tente realmente receber sua “mensagem”).
  2. Ame-as tocando-as, abraçando-as, fazendo-lhes cócegas, lutando com elas (elas precisam de muito contato físico).
  3. Procure e encoraje suas forças, interesses e capacidades. Ajude-as a usá-las como compensação por quaisquer limitações ou sorrisos e um tapinha nas costas com a maior frequência possível.
  4. Aceite-as pelo que elas são e por seu potencial humano para crescimento e desenvolvimento. Seja realista em suas expectativas e exigências.
  5. Envolva-as em regras e regulamentos estabelecidos, programações e atividades familiares.
  6. Diga-lhes quando elas se comportam mal e explique como se sente em relação ao seu comportamento. Faça, então com que elas proponham outras formas mais aceitáveis de comportamento.
  7. Ajude-as a corrigir seus erros e enganos mostrando-lhes ou demonstrando-lhes o que deveriam fazer. Não resmungue!
  8. Use força e palmadas apenas quando for absolutamente necessário, em seguida, assegure-se de apresentar imediatamente orientação corretiva.
  9. Dê-lhes afazeres razoáveis e responsabilidade de trabalho familiar regular, sempre que possível.
  10. Dê-lhes uma mesada o mais cedo possível e, então, ajude-as a planejar seus gastos dentro dos seus limites.
  11. Providencie brinquedos, atividades motoras e oportunidades que irão estimula-las em seu desenvolvimento.
  12. Leia histórias agradáveis para e com elas. Encoraje-as a fazer perguntas, discutir, contar e reler histórias.
  13. Reduzir ao máximo aspectos e/ou situações que reduzam sua capacidade de concentração.
  14. Não se deixe prender por notas escolares tradicionais! É importante que elas progridam em seu próprio ritmo e sejam recompensadas por fazê-lo.
  15. Leve-as a bibliotecas e encoraje-as a selecionar e tirar livros de interesse. Faça com que compartilhem seus livros com você.  Providencie materiais de leitura e livros estimulantes pela casa
  16. Ajude-as a desenvolver autoestima e competir com o seu eu, antes fazê-lo com outras crianças.
  17. Insista para que cooperem socialmente, brincando, ajudando e servindo outros na família e na comunidade.
  18. Sirva como um modelo para elas, lendo e discutindo materiais de interesse pessoal. Compartilhe com elas parte do material que está lendo ou fazendo.
  19. Não hesite em fazer consultas a professores e outros especialistas sempre que sinta ser necessário para obter melhor compreensão do que deve ser feito para ajudar sua criança a aprender.

POR: ELISANGELA HARO SIMÕES