/INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

O presente artigo de revisão tem como objetivo a inclusão de todos que necessitam dela em especial as pessoas com deficiência auditiva. No entanto, a educação para todos, isto é a educação que visa melhorar as condições de vida do deficiente auditivo incluindo-o na sociedade de forma igualitária. Ao criar condições, estruturas e espaços para uma diversidade de educandos. Assim, a escola será inclusiva quando conseguir transformar não apenas a rede física, mas, a postura, atitudes, mentalidades e formação dos educadores e da comunidade escolar em geral para aprender a lidar com o diferente e conviver naturalmente com as diferenças.

As pessoas portadoras de deficiência e suas organizações descrevem, a partir de suas experiências, como as barreiras econômicas e sociais têm obstruído a participação plena das pessoas portadoras de deficiência na sociedade. Estas barreiras estão espalhadas a tal ponto que nos impedem de garantir uma boa qualidade de vida para nós mesmos. O novo desafio consiste em que pessoas deficientes e formuladores de políticas compartilhem suas perícias e decidam sobre soluções alternativas para o “problema” da deficiência,    soluções estão base adas na remoção das barreiras Licenciada em Letras pela Faculdade de Interlagos de Educação e Cultura e em Pedagogia pela Universidade Nove de Julho; Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Faculdade Brasil.

Professora do ensino Fundamental desde 1991 na secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Também professora de Educação Infantil no Céu Três Lagos pela Prefeitura da cidade de São Paulo.

Da sociedade e na plena integração e que ensejem às pessoas com deficiência uma participação plena e igualitária na sociedade. Enfatizando direitos, não a caridade. Existem ainda muitas pessoas que não entendem que a deficiência é uma questão de direitos humanos. As violações contra os direitos humanos das pessoas deficientes ocorrem diariamente em todos os países do mundo. Estas violações estão institucionalizadas nos sistemas administrativos de cada país.

Nos deficientes auditivos, o desenvolvimento da capacidade de perceber e reproduzir os sons da fala vai depender da gravidade do problema e da idade em que eles iniciam um tratamento fonoaudiólogo associado ao uso de aparelho auditivo e à estimulação ambiental. Pessoas que nascem com deficiência auditiva muito acentuada dificilmente conseguirão aprender a falar. Para a maioria delas a linguagem dos sinais pode tornar-se o único meio eficaz de comunicação com os outros seres humanos. Muitos surdos falam e são compreendidos, percebendo- se na fala deles apenas alterações na produção de alguns fonemas e na qualidade da voz, decorrentes em parte da diminuição ou da ausência daquilo que denominamos feedback auditivo. O feedback auditivo é o mecanismo pelo qual utilizamos a audição de nossa própria fala e para monitorar os sons que estamos produzindo, a qualidade   da   voz, a velocidade e a coordenação da fala. Sem esta capacidade de nos escutarmos    enquanto    falamos, a inteligibilidade da “fala” fica comprometida (Revista N. Escola, 1999, p. 51).

No entanto, são várias as causas que provocam a deficiência auditiva. Sendo importantes que estas causas sejam percebidas e compreendidas pelo grupo familiar para melhor atendimento as crianças com estas necessidades. Portanto é necessário que os profissionais da educação as identifiquem nos primeiros anos escolares, para que o apoio e o atendimento sejam mais eficazes tanto pela escola, família e sociedade.

Considerando que a maior proporção de pessoas com deficiência de nosso país se encontra carente de recursos mínimos indispensáveis para garantir uma boa qualidade de vida; que é compromisso de todos elevar a qualidade de vida de pessoas com deficiência e suas  famílias, por meio de serviços de qualidade em: saúde, educação, moradia e trabalho, criando sistemas integrais que garantam universalidade e gratuidade, mediante uma seguridade social equitativa, inclusão escolar, práticas esportivas, acesso pleno à moradia e ao trabalho, entre outros; que garantam plenitude de acesso aos bens sociais e sua participação cidadã como uma contribuição efetiva à vida comunitária; que não existe equidade na atenção para todos.

Queremos          uma       sociedade baseada na equidade, na justiça, na igualdade e na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos sem discriminações de  nenhum tipo;  que  reconheça e aceite a diversidade como fundamento para a convivência social Que aspiramos a uma sociedade na qual o respeito à dignidade do ser humano e  a  condição de  pessoa de  todos os  seus integrantes sejam  valores fundamentais; Que é necessário obter a  promulgação de políticas por parte dos governos de nossos países que garantam a vigência e o exercício real e efetivo dos direitos humanos das pessoas com deficiência. (Resolução aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em 09/12/75).

Sabe-se que ainda é insuficiente a ação das nossas políticas públicas para tornar efetivas as Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência, aprovadas pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas no dia 20 de dezembro de 1993. É imprescindível uma cooperação mais ampla entre os organismos governamentais que atendem à problemática da deficiência a e os movimentos associativos de pessoas com deficiência auditiva e suas famílias, para um fortalecimento efetivo da sociedade que garanta uma participação direta dos beneficiários na elaboração das políticas e dos serviços a eles destinados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo foi investigado as possibilidades da construção do sistema de inclusão de crianças surdas no sistema de ensino. Com uma perspectiva de melhorar as condições do seu desenvolvimento cognitivo, intelectual e social. É importante ressaltar os resultados dessa pesquisa para que seja possível pensar o trabalho educativo e a inclusão desses alunos na escola e na sociedade.

Baseado na formação do profissional que atende estas crianças com deficiência auditiva é necessário que ele tenha subsídios para atendê-la. Portanto a escola deve oferecer condições básicas e estrutura para uma educação inclusiva.

Esta pode construir a qualidade formal, como instrumento fundamental, para inserir e desenvolver os tipos de linguagens necessárias para o deficiente surdo. No decorrer da pesquisa sobre crianças portadoras de deficiência auditiva, foi possível identificar uma diretriz das ações dos diversos grupos existentes e que priorizam, cada um deles, um dos aspectos da luta: direitos, integração, divulgação dos diversos tipos de deficiência, autonomia do portador de deficiência.

Para   concluir    esta    pesquisa é possível afirmar que o ponto da ideia central, comum a todas essas tendências: são pessoas portadoras de deficiência discutindo, argumentando e decidindo como sujeitos da ação a maneira de aumentarem e afirmarem a sua participação na sociedade.

No momento em que se vive, é visível a fase de auto- questionamento e avaliação sobre uma política pública voltada para as crianças portadoras de necessidades auditiva. Através desta pesquisa, foi possível perceber a importância de se ter mais embasamento teórico e reflexivo sobre o fato da inclusão de deficiente auditivo. Isso certamente possibilitará    maior     consciência e contribuição para a prática do processo educacional.