/PSICOMOTRICIDADE E LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PSICOMOTRICIDADE E LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ao analisar o tema psicomotricidade e a Ludicidade na Educação Infantil é de fundamental importância ter um entendimento de apreciação expressiva sobre a importância da Psicomotricidade e da Ludicidade no desenvolvimento e aprendizagem do educando, principalmente nos anos iniciais da Educação Infantil, observando a grande interdependência que existe no desenvolvimento e na prática dos movimentos motores, intelectuais e afetivos primordiais na primeira infância. A Psicomotricidade tem a finalidade desenvolver e construir de forma organizada o esquema corporal e tem como intenção estimular a rotina do movimento em todas as fases da vida infantil. Através de exercícios de movimentos, brincadeiras e entretenimentos que estão associados aos conhecimentos prévios da criança. Assim sendo, percebe-se que grande número de docentes indica que os jogos e a ludicidade devem ter prioridade nas práticas pedagógicas diárias na Educação Infantil. Portanto a Psicomotricidade é a interação fazendo uso do movimento, ou seja, da ação que une corpo, mente, espírito, meio ambiente e um grupo de pessoas com interesses comuns associados a sentimentos e individualidade de cada criança.

INTRODUÇÃO

A Educação Infantil oferece as famílias à oportunidade de aperfeiçoar as capacidades intelectuais e morais das crianças em processos que desenvolvem suas habilidades através de um curriculum que propõe uma prática pedagógica com métodos e teorias de acordo com as necessidades desta faixa etária. E tem por objetivo primordial o desenvolvimento integral da criança até cinco anos de idade. Com isso a Psicomotricidade e a Ludicidade são priorizadas o estimulo do movimento do corpo da criança, pois neste momento a criança está em face de desenvolver sua identidade e começar descobrir seu próprio corpo. São com metodologias de aprendizagem, afetividades, interações e locomoções que ocorrerá o conhecimento e não somente o cuidado.

Nesta fase de zero a cinco anos existe uma ampliação dos objetivos estabelecidos para que as crianças sejam capazes de desenvolver a técnica distinta por meio saber da mobilidade e locomoção e da reação do corpo.

Produzir para crianças ambientes e situações em que as mesmas possam perceber e mostrar suas habilidades, por meio de indicações, reprodução ou expressão e com o uso de objetos concretos e imaginários. Ampliar e valorizar a identidade própria e a autoestima. Criar segurança expressar-se através de diversas formas como um ser valioso, original e individual. É importante valorizar a interação e buscar desenvolver na criança a percepção, discernimento e aceitação e consideração pelos colegas de classe.

Nessa perspectiva o aspecto socializador dessa etapa educacional deve ser feito pela disponibilização de ambientes que propiciem o acesso e a ampliação dos conhecimentos adquiridos pelas crianças través da realidade social e cultural em que vivem. Sendo assim, é interagindo que estaremos aprendendo. Para oportunizar a comunicação, contato e convívio, e aconselhável acomodar as carteiras ou mesas em círculo ou um de frente para outra a fim de incentivar o trabalho em grupo. Em determinadas ocasiões, é muito produtivo abandonar o espaço físico da sala e buscar outros ambientes, outros espaços propícios à interação.

Contudo, a elaboração das práticas pedagógicas inclui conhecimento das necessidades das crianças e uma ação planejada com atividades estratégicas de acordo com a idade da criança.

É essencial observar os resultados no decorrer percurso, considerando que cada criança tem o seu próprio modo ser e de aprender.

ESTIMULAÇÃO PSICOMOTORA

Ao incentivar e despertar a ação motriz a criança passa a se relacionar com instrumentos, com o ambiente e com si própria, produzindo um diálogo com seu corpo adequado de forma lúdica. Para distinguir o aquecimento motriz de um exercício motriz é a finalidade de produzir melhoramento da estrutura corpórea, ou seja, a criança é incentivada a elaborar práticas distintas das conhecidas.

É imprescindível auxiliar o convívio entre a criança com o universo dos instrumentos que possibilitam a experiência concreta com a ludicidade através da brincadeira acontece à conquista do conhecimento e maneira de armazena-lo, logo o processo de aprender é completa e trona-se mais agradável e divertido.

A movimentação corporal é a primeira forma de se expressar da criança. Atitudes como mostrar, chamar, pegar substituem as lágrimas, a criança começa emitir sons para demostrar o que ainda não consegue falar, formando um considerável modelo de diálogo que precede o vocabulário fonético.

Segundo Gonçalves, 2011, p.28 “Antes da linguagem, as ações motoras é que determinam as ações mentais” (GONÇALVES, 2011, p.28).

Com base nessa ideia, é importante colocar os pequenos momentos planejados que tenham brincadeiras dirigidas que exigiam novas formas de buscar soluções esperadas. Assim, ela colocará seu cérebro em funcionamento, além de contribuir para a evolução do aprendizado, logo é fundamental para o seu sistema motriz e sua independência e capacidade de criar.

Atividades referentes à dança e à música têm como finalidade o desenvolvimento integrado da infância. No caso de uma criança em processo de alfabetização é fundamental trabalhar a sensibilidade, valorizando experiências auditivas, visuais e táteis. Por isso, há propostas de atividades utilizando diferentes linguagens: arte visual; dança música e teatro.

Portanto, a motivação da integração das funções motoras e psíquicas opera na precaução e terapia das dificuldades quanto para a exploração do potencial ativo de cada pessoa. O avanço das partes do cérebro relacionadas aos movimentos é relevante no resguardo de dificuldades no processo de aprender e na reabilitação do estado involuntário de contração natural dos músculos corporais, do porte, da capacidade de controlar os dois lados do copo juntos ou separadamente e do movimento usando como ferramenta o lúdico que assegura e possibilita maior disponibilidade das crianças em realizar as atividades psicomotoras com qualidade.

MOVIMENTO E O ATRASO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Na Educação Infantil, as orientações devem convergir para o desenvolvimento integral e a construção da autonomia da criança, por meio de diferentes situações, nas quais ela possa ter as mais diversas experiências, fazer escolhas, socializar-se tomar decisões, imaginar, brincar, estabelecer suas próprias regras e se apropriar daquelas já estabelecidas.

O movimento como ponto de partida fundamenta- se no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, propondo atividades que auxiliem na Formação pessoal, social e conhecimento de mundo. Explorando as áreas de Linguagem Oral e Escrita, Matemática, Natureza e Sociedade, Música, Artes Visuais e Movimento.  A Psicomotricidade sustenta-se na ideia de que o desenvolvimento da criança depende tanto da exploração do ambiente em que ela vive, conhecendo as coisas e as pessoas, como das possibilidades de ela expressar suas emoções e estabelecer relações afetivas.

O avanço do comportamento da criança em relação aos reflexos tem início na expansão do saber do neném de executar atribuições cognitivas e motoras progressivamente mais complexas como o desenvolvimento de habilidades como andar, aprender e interagir na infância. Para o desenvolvimento psicomotor as organizações dos conteúdos e das atividades planejadas devem propor a aprendizagem em um processo dinâmico, que impulsiona o desenvolvimento e que envolve a memória, as emoções, a compreensão e a utilização dos de sistemas simbólicos, como a fala. Assim, há um diálogo direto com a criança, inter-relacionando as atividades, partindo sempre do lúdico e fazendo uso de um personagem que acompanha cada etapa: o professor.

Sendo assim, o desenvolvimento psicomotor deve ser facilitado pelo professor com alguns conteúdos e   conceitos, de forma gradativa e com níveis de aprofundamento para cada uma das etapas, levando-se em consideração o diagnostico que o professor tem da criança. Cantigas de roda, parlendas, adivinhas e outras brincadeiras devem ser privilegiadas formando uma coleção, pois possibilitam à criança entrar em contato com a leitura e a escrita de maneira lúdica. Também é fundamental ser selecionadas histórias clássicas e lendas para formar uma coletânea de conteúdo.

O educador deve considerar as características emocionais, cognitivas e culturais das crianças, e respeitando o seu modo de agir, pensar e aprender, o desenvolvimento das atividades deve pressupor o trabalho com diversas linguagens, em diversas situações, proporcionando abertura para a inclusão de novos exercícios.

Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RNCEI), os objetivos do movimento são: “Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo; explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressarem-se nas brincadeiras e nas demais situações de interação; deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, entre outros, desenvolvendo atitude de confiança em suas capacidades motoras; explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento, para o uso de objetos diversos; ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação social; explorar diferentes qualidades e dinâmicas de movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade conhecendo gradativamente as possibilidades e limites de seu corpo; apropriar- se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos, e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo”. (RNCEI, 1998 p, 17)

O suporte pedagógico especializado pode atuar trabalhando com a interpretação da linguagem corporal da criança, de forma a minimizar o atraso no desenvolvimento do controle corporal (motricidade grossa) e dos movimentos de precisão (motricidade fina), dependendo do grau de atraso é oferecido o atendimento educacional especializado por profissionais especializados que podem possibilitar a aceleração e a integração da criança oferecendo o enquadramento da mesma no estabelecimento de ensino.

Para prevenir problemas na aprendizagem infantil é a psicomotricidade que atua no desenvolvimento da criança de acordo com a faixa etária em que a mesma se encontra, com a possibilidade de atuação de outras áreas como da Neurologia, da Psicologia e da Pedagogia trabalharem juntas para atingir o pleno desenvolvimento infantil. A reeducação psicomotora é um método, uma terapia programada que tem como objetivo modificar o comportamento. Parte dessa atuação é privativa do técnico em psicomotricidade que desenvolve um projeto de intervenção com técnicas adequadas no momento oportuno.

A LUDICIDADE PARA A INCLUSÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

O ponto de partida é a Ludicidade que significa lúdico, brincadeira, a criação e edificação do brincar, da distração e recreação. O brincar faz parte do desenvolvimento e do aprendizado da criança forma os conceitos e a linguagem da criança estabelecendo a inovação e ideia de existência. O bebê se desenvolve através do brincar, desde muito cedo o educador insere na vida da criança o brincar e a ludicidade está inserida e psicomotricidade, que uma nova linguagem e forma de trabalhar com a criança através dos jogos, um brincar em forma de mimica, narração de histórias, porque trabalha os movimentos de braços tronco e forma uma expressão corpórea com a criança que é de suma importância para o seu desenvolvimento intelectual.

O brincar proporciona a criança uma autonomia diferenciada, compreensão do tempo e espaço, expressão e rapidez nas mudanças, criando percepções conseguindo se incluir dentro do conjunto educacional.

De acordo com Penin e Vieira (2002, p.26), faz-se necessário que a escola repense sua organização, sua gestão, seus processos formadores:

“Sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e as formas de ensinar, ou seja, o seu jeito de fazer escola! É hora de jogar fora as roupas velhas e tornar a vestir a escola, a partir da essência, sua função social que permanece: ensinar bem e preparar os indivíduos para exercer a cidadania e o trabalho no contexto de uma sociedade complexa, enquanto se realizam como pessoas”.

O educador deve se incluir dentro da brincadeira, não deve ficar apenas olhando a criança brincar. O professor e insere na brincadeira através da acolhida o aluno, fazendo parte do meio, construindo com alunos relações de confiança, de direito, firmando um contrato pedagógico com a criança dentro da ludicidade, ou seja, sentar na roda de conversa com a criança e explicar como a criança deve explorar a brinquedoteca, orientando de que forma brincar e como a criança vai explorar, e o educador dá  o limite até onde a criança pode explorar.

A Declaração dos Direitos da Criança em seu artigo sete assegura o brincar como um direito da criança: “Expressão do direito de viver, porque brincar é uma forma de viver, de afirmar a vida. A criança tem direito ao patrimônio lúdico da humanidade. Direito de ser diferente e ser aceito mesmo assim, ou por isso mesmo”. (DDC, 1989)

O brincar na escola possibilita aprender e ensinar com significado, o que representa uma nova prática pedagógica, que proporcionou uma revolução neste mundo globalizado nos padrões da escola e colabora para o sucesso escolar para uma educação de qualidade.

Assim, a criança aprende a conviver, trabalhando a ludicidade para desenvolver a aprendizagem, experienciando o aprender e o ensinar com prazer e significado. O trabalha com prazer é feito quando se respeita o colega na brincadeira de sala de aula. Ofertando espaço para o colega desenvolver sua autenticidade de brincar. Dentro de uma sala de aula tem várias formas e características de ser individuo: líder que conduz a brincadeira o assessor que escuta e obedece a brincadeira e faz a brincadeira acontecer.

Ter sucesso escolar é uma forma de inclusão escolar e social, onde a criança tem um espaço para brincar e vivenciar com organização pedagógica diante da brincadeira. O educador precisa ter um foco e um olhar de percepção e perspectiva lúdica, com rotina de organização do trabalho, de falar e de limite, o professor tem o papel de transformação, com o dom da escuta, acolhendo a criança e depois desenvolver uma relação de confiança coma criança. Valorizando o conhecimento que cada criança tem no brincar, e pode ser desenvolvido um projeto do brincar e trabalhar a ludicidade com as crianças.

A função do professor é oferecer práticas pedagógicas que despertem acolhimento e favoreça a segurança da criança incluindo o cuidado e aprendizagens construtivas, com a função de desenvolver a identidade e autonomia infantil.

Explicita Libâneo (2005, p.117): “Devemos inferir, portanto, que a educação de qualidade é aquela mediante a qual a escola promove, para todos os domínios dos conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis ao atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos”.

O professor pode montar um projeto brincar em diversas formas e envolver a família em que cada criança vai resgatar dos pais uma brincadeira de quando eram crianças e contar para a professora que deve usar a brincadeira no dia a dia da sala de aula, e a mãe em casa deve ensinar como brincava quando era criança para o filho. Neste sentido, a família se sente acolhida e importante, assim, a o acolhimento das diferenças, assim, o brincar promove transformação e a inclusão social.

Portanto, o educador trabalha a ação e o mental dentro do brincar permitindo experiências de ordem e desordem através de um jogo, estimulando formação de laços e relações de confiança, inclusão, transformação social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A apresentação do corpo e a interpretação da linguagem corporal do outro, ocorre quando há o entendimento entre os corpos que se relacionam e o mundo. Este instante favorece o diálogo de compreensão e retorno, que acontecem também com movimentos corpóreos, formando o desenvolvimento motor, através da interação da criança meio em que convive e com o universo ao seu redor.

’’A experiência corporal, de acordo com Baecker (2001), abre caminho para a criança aprender ações e conceitos, ajudando-o a desenvolver sua própria consciência, é possível aguçar a curiosidade, a busca pelo novo, sentir o movimento para modifica-lo e dar-lhe um novo significado, dentro de suas possibilidades e limitações.’’

Os educadores precisam estar atentos para essas considerações. A educação corporal está presente a todo o momento e em cada lugar, não apenas na escola. O ser humano desde os primeiros meses de vida em circunstâncias diversas usa o movimento para interagir no ambiente ao seu redor, ficando evidente que o movimento é próprio da natureza humana.

As reflexões dos autores mencionados explicam que o movimento é fundamental e faz parte do desenvolvimento mental e emocional especialmente na educação infantil e ressaltam que há pouca dedicação dos educadores durante a prática pedagógica em separar alguns instantes para o movimento do corpo na escola.

Para Freire (2005), ao agir dessa maneira, fica evidente que se desconhece que o corpo da criança é parte integrante e essencial da aprendizagem em todas as áreas do conhecimento.

Na Educação Infantil a psicomotricidade e ludicidade tem papel essencial nesta fase que é apropriada para tornar oportuna uma diversidade de experiências por meio de brincadeiras que levam as crianças a descobrirem novas formas de se movimentar e descobrir que cada movimento planejado leva a uma nova conquista do saber fazer novas ações necessárias para o desenvolvimento pleno das capacidades físicas e cognitivas.

Quando a escola oferece a criança momentos planejados de educação motora através da ludicidade com o uso de experiências práticas do cotidiano, as crianças têm contato com situações que exigem novos esforços e avançam rompendo as suas próprias limitações   e   aprendem a reconhecem os limites do próprio corpo e assim conquistam movimentos ordenados e adaptados de acordo com a individualidade de cada criança.

O professor deve lembrar que a criança não consegue ficar muito tempo parada somente sentada devido à pouca idade que tem gosta de se movimentar para descobrir e conhecer o ambiente. A criança que não brinca é mais agitada e por isso não vai querer fazer atividades que não desperte seu interesse.

O educador deve apresentar as crianças da Educação Infantil brincadeiras diversificadas e desafiadoras que façam com que as crianças se soltem e levem-nas a se movimentar e interagir com outras crianças, dando acesso a outras formas de produção de conhecimento.

Além disso, as crianças adquirem conhecimentos através da linguagem oral, da definição e da busca de novas metas, do movimentar- se para percorrer novos caminhos para examinar objetos diferentes e para relacionar-se com seus colegas, desta forma permanecem em grupo. Nesta fase o movimento é empregado pelo corpo a todo instante para interagir com outras crianças e com o meio, produzindo novas ideias e conceitos.

“Essas culturas estão embasadas em valores como a ludicidade e a criatividade nas suas experiências de movimento “(SAYÃO, 2002).

Portanto, dentro da escola os professores especialmente da Educação Infantil necessitam incentivar a prática de exercícios que são feitos por reprodução de um modelo a seguir e assim conduzir movimentos para melhor vivenciá-los e criar outros a partir do que a criança já sabe fazer. Nessas atividades, é demonstrada a evolução da compreensão intelectual da criança.

Piaget (1973) chama de “esquema motor” os movimentos que são construídos pelo indivíduo, isto é: Chamamos “esquemas” de uma ação a estrutura geral dessa ação se conservando durante suas repetições, se consolidando pelo exercício e se aplicando a situações que variam em função das modificações do meio (PIAGET, 1973, p. 16, grifo do autor).

A continuidade de formas básicas do movimento: rodar, mexer, saltitar, saltar, pular, proporcionados pelo brincar desenvolve na criança sua identidade e a autonomia para fazer novos movimentos com competência e facilidade. Assim, todas essas práticas levam a uma postura adequada através da execução correta dos movimentos corporais que desenvolvem a coordenação motora com domínio cada vez maior dos movimentos necessários para crescimento físico emocional e cognitivo da criança.

REFERÊNCIAS

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BRASIL. MEC. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RNCEI): Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental.

— Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.: il. Volume 1: Introdução; volume 2: Formação pessoal e social; volume 3: Conhecimento de mundo. 1. Educação infantil. 2. Criança em idade pré-escolar. I. Título. CDU 372.3

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OLIVEIRA, M.C. S. Guia de Estudo Ludicidade e Psicomotricidade da Faculdade Campos Elíseos, SÃO PAULO/SP.

PARO Vitor Henrique. Admistração escolar: Introdução crítica. 11. Ed. São Paulo. Editora Cortez, 2002

PENIN, S.T.S.; VIEIRA, S. L. (Orgs.). Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

PIAGET, J. Biologia e conhecimento. São Paulo: Vozes, 1973.

SAYÃO, D. T. Infância, prática de ensino de Educação Física e Educação Infantil. In: VAZ,

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SEVERINO. Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23ª edição Revista e Ampliada. São Paulo. Cortez, 2007.

POR: KEDMA BRITO