/REVISITANDO O CANTO DE LEITURA: TRANSFORMAÇÕES POSSÍVEIS

REVISITANDO O CANTO DE LEITURA: TRANSFORMAÇÕES POSSÍVEIS

Sabemos que sobre a Literatura Infantil atualmente se debruçam especialistas (Gianni Rodari, Delia Lerner, Fayga Ostrower, Marieta Lúcia Machado Nicolau, Marina Célia Moraes Dias, Marly Amarilha, entre muitos outros) de modo que trazem contribuições significativas para os educadores da Educação Infantil.

Começamos com Paulo Freire porque consideramos que no processo educativo formal precisamos levar em conta o processo solitário, pelo qual o sujeito passa, mas, sobretudo, gostaríamos de destacar a midiatização entre as crianças e o mundo. E que mundo seria este? Não nos referimos ao mundo dos objetos, mas ao mundo imaginário presente nos livros.

Queremos neste trabalho acentuar a importância para refletir sobre o modo como as estratégias ocorrem nas salas de Educação Infantil. O livro como fonte rica de convite à imaginação com suas múltiplas riquezas deve ser olhado com mais seriedade. O modo como esta fonte rica de conhecimento (não só em seu aspecto literal, mas também abrangente, interdisciplinar, porta para um conhecimento de mundo infinito) está exposto e a forma como ele chega às mãos das crianças diz muito do que o   adulto   concebe e acredita em relação à criança, o seu mundo e suas relações.

Se a organização dos livros, suas disposições e acesso são restritos a determinadas situações ou momentos específicos da rotina escolar, queremos aqui conhecer esse processo e investigar os pressupostos que os embasam.

Seria o livro de literatura fonte apenas de conhecimento das estruturas da língua por onde se aprende regras para construção de orações coesas e corretas?

Ou seria a fonte do exercício da fantasia como propõe Rodari: constrói estruturas mentais para estabelecer relações como ‘eu, os outros’, ‘eu, as coisas’, ‘as coisas verdadeiras, as coisas inventadas’. Serve-lhe para tomar distância no espaço (‘longe, perto’) e no tempo (‘uma vez – agora’, ‘antes – depois’, ‘ontem – hoje – amanhã’). (Rodari, 1982, p. 117).

Para que o exercício da fantasia seja como nos propõe o autor, seria necessária uma reflexão sobre o modo como as crianças da Educação Infantil interage com este objeto, fonte de trabalho imaginário e infinito.

Até que ponto temos rompido  com os tão criticados “interesses pedagógicos moralizantes” que estiveram associados ao surgimento da Literatura Infantil?

Enquanto educadores questionamos a utilização de literatura de   caráter   moralizante e didático presentes nas salas de Educação Infantil.

Acreditamos que é necessário considerar o livro infantil como um portador de texto por meio de imagens e letras que traz conteúdo linguístico com    enriquecimento lexical e sintático, mas que também venha à tona a magia, o encantamento, a arte, a expressão, a troca, o contagiar-se pela literatura!

Nos Referenciais Curriculares Nacionais temos, infelizmente, a citação da forma restrita de como é vista e trabalhada a linguagem na Educação Infantil.

Percebemos as críticas às rodas de conversas que apenas possibilitam um monólogo com o professor, assim como as atividades de linguagem escrita. Mas também se esquece de colocar, neste mesmo documento, perante uma visão muito mais elaborada do que vem a ser um trabalho completo e bem planejado em relação aos vários tipos de linguagens que temos e podemos trabalhar na Educação Infantil e nas séries seguintes com a Literatura.

E, desta forma, nos perguntamos: Será que a Literatura tem ganhado espaço de fato no seu sentido amplo ou simplesmente lhe é concebido espaço por propiciar silêncio, atenção, concentração onde todos ficam quietos?

Defendemos uma proposta de atividade com o livro infantil que garante renovação de pensamento, onde há encanto, prazer, alegria e os personagens “vivificam” por meio de linguagens expressivas, criação, trocas, artes plásticas, rompendo com o estereótipo de utilizá-lo para entretenimento e ganhando um caráter ativo de criação e recriação.

É preciso conhecer um olhar diferenciado do que se tem visto em relação aos projetos que envolvem o livro infantil… Por que ainda tratamos o termo infantil como diminuição do trabalho esperado pelas crianças? Subjugamos muito o processo de desenvolvimento que a criança pode transformar e evoluir.

A prática da Educação Infantil precisa ser revista. Assim, entramos em nossa questão central: nos envolvemos, na verdade, numa inquietação em relação ao modo como o canto de leitura vem sendo utilizado em sala de aula?

O LIVRO, A LEITURA E A LITERATURA: INTERAÇÃO COM SIGNIFICADO!

Acreditamos que a questão do trabalho com a literatura na escola e na sala de aula ocorra não por falta de conhecimento das pessoas envolvidas, mas por ter uma estrutura e modo de pensar que está em transformação na maioria das instituições educacionais.

 Hoje, percebemos a maioria das escolas envolvendo o canto de leitura num canto da sala numa estante, com os livros dispostos um ao lado do outro, enfileirados, em pé, muitas vezes estando juntos a vários outros materiais                escolares: livros didáticos, pastas de tarefas, cadernos e massinhas. Alguns livros são lidos nos cantos de leitura, mas sua atuação é esporádica e o manuseio das crianças para com os livros também.

Como    estamos envolvidas nesta questão, tivemos o intuito, aqui neste artigo, de pensar em algumas sugestões para o canto de leitura para que este seja parte integrante da rotina das crianças da Educação Infantil.

Desta forma, o nosso foco principal de estudo é: “qual a relação entre o canto de leitura na sala de aula e o trabalho com a literatura infantil?”

Partindo do princípio que a concepção de roda de histórias, canto e de biblioteca estão envolvidos, pensamos em estar nos colocando neste sentido para esclarecer alguns detalhes.

Linice da Silva Jorge faz um relato sobre a roda de histórias, a qual deixa bem claro alguns equívocos que acontecem quando elaboramos está dinâmica. Conhecemos muito bem este trabalho: todos se sentam ao redor do professor, em círculo e ouve o professor… Mas Linice traz novidades! como diz o nome – roda de histórias – a palavra aí é circular, sem polo fixo, permitindo o exercício do narrar não só pelo narrador/educador, mas também pela criança, em oposição à tradicional ‘hora do conto’, que se constrói segundo uma linguagem polarizada, centrada no contador. Na roda, o narrar e o escutar alternam-se, movimentam-se, intercambiam- se”. (Dias; Nicolau, 2003, p.100).

Percebemos, então, a grande diferença entre uma dinâmica onde prevalece a fala do professor e outra onde privilegiam-se a interação das crianças com os fatos e os acontecimentos. Ao mesmo tempo em que podemos ter a hora do conto, onde o professor irá compartilhar uma história (seja ela da forma que achar melhor), não podemos colocá-la como única fonte de leitura e trocas da literatura. Temos que saber a diferença no trabalho com a participação das crianças e ressaltar este importante instrumento que temos e não conseguimos trabalhá-lo de forma integral: a linguagem.

Temos, também como verdade, o trabalho com bibliotecas (o que se faz com mais frequência nas escolas). Um trabalho voltado à pesquisa, organização e autonomia quanto ao que se vai fazer ou trabalhar no local: trabalho de área, trabalhos em grupos, procura de livros, entre outros.

O trabalho com cantos de leitura ou de histórias envolve alguns princípios, pois é um espaço preparado para um trabalho em sala de aula. Em primeiro lugar, ele deve fazer parte da rotina planejada.

Este trabalho envolve um princípio que sugere um foco todo voltado para a criança, onde podemos colocá-la como participante deste “pedaço” da sala e a todo momento vamos nos reportar a este canto. Tanto o grupo quanto apenas algumas crianças podem fazer parte dele:

e o foco do aprendizado não é mais o professor, e sim, a criança. Ele também pode ser flexível, sem local determinado, para maior versatilidade do grupo.

Mais uma vez iremos falar, aqui, da grande responsabilidade que o adulto possui quando organiza, também, os espaços/ambientes em sala de aula. A sua concepção de criança, educação, cultura e relações ficam aparentes nestes momentos. Por que a criança não participa desta organização, inteirando-se de suas próprias necessidades e caminhos?

QUAL É A CONCEPÇÃO DE CRIANÇA DE QUE ESTAMOS NOS REFERINDO?

Com a necessidade de maior protagonismo das crianças no espaço/ ambiente escolar, à procura de um autor que sugerisse nossa concepção de cantos ou organização espacial em sala de aula, pensamos em alguém que considerasse a criança como foco central da aprendizagem, caracterizando-a como autônoma e um dos responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento, observando relações, crescimento e amadurecimento dentro de cada faixa etária a ser trabalhada.

Desta forma, pudemos constatar em leituras feitas sobre o assunto, que o espaço e o tempo são componentes da rotina de sala de aula que estão sempre sendo necessariamente trabalhados… A criança que pergunta, levanta hipóteses, representa, está sendo ativa em seu processo de desenvolvimento e, nada mais justo do que ela mesma estar                continuamente elaborando seu canto de reflexão, de brincadeira, de troca de conhecimentos. Ela mesma se dá conta, que como a classe, o meio em que vive é flexível, que contempla diferentes formas de organização e que nada é definitivo… E se a história está presente em todos os lados, em todas as situações, a interação entre quem lê e a própria literatura pode estar em qualquer lugar! E por que não imaginarmos os cantos móveis em sala de aula, mesmo que sejam fixos em alguns momentos? ( Spodek, 1998, p. 125 a 130).

Dentro desta proposta de intervenção que elaboramos, percebe-se que falar em Literatura Infantil é falar integralmente sobre o mundo, não o selecionando, açucarando – o, facilitando-o. Ele deve ser abrangente e reflexivo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A intenção deste artigo é trabalhar com a leitura, os livros, a imaginação de cada estudante, a magia na escola ou fora dela. Dentro da rotina de sala de aula de escolas públicas e privadas, fazer o canto de leitura ser produtivo e real. Inserir o canto móvel e fixo de leitura no contexto de trabalho de sala de aula.

Entendemos produtivo enquanto estimulador de produções, ou seja, a leitura como ponto de partida para estimular às expressões diversas, sejam elas em linguagens plásticas, cênicas, escrita, oral, que todas as crianças trazem com mais ou menos potencial.

E que o mundo esteja aos olhos e ao entorno das crianças, adultos e adolescentes de forma igualitária, sem preconceitos… e de forma alegre e dinâmica!

REVISITANDO O CANTO DE LEITURA: TRANSFORMAÇÕES POSSÍVEIS

Sabemos que sobre a Literatura Infantil atualmente se debruçam especialistas (Gianni Rodari, Delia Lerner, Fayga Ostrower, Marieta Lúcia Machado Nicolau, Marina Célia Moraes Dias, Marly Amarilha, entre muitos outros) de modo que trazem contribuições significativas para os educadores da Educação Infantil.

Começamos com Paulo Freire porque consideramos que no processo educativo formal precisamos levar em conta o processo solitário, pelo qual o sujeito passa, mas, sobretudo, gostaríamos de destacar a midiatização entre as crianças e o mundo. E que mundo seria este? Não nos referimos ao mundo dos objetos, mas ao mundo imaginário presente nos livros.

Queremos neste trabalho acentuar a importância para refletir sobre o modo como as estratégias ocorrem nas salas de Educação Infantil. O livro como fonte rica de convite à imaginação com suas múltiplas riquezas deve ser olhado com mais seriedade. O modo como esta fonte rica de conhecimento (não só em seu aspecto literal, mas também abrangente, interdisciplinar, porta para um conhecimento de mundo infinito) está exposto e a forma como ele chega às mãos das crianças diz muito do que o   adulto   concebe e acredita em relação à criança, o seu mundo e suas relações.

Se a organização dos livros, suas disposições e acesso são restritos a determinadas situações ou momentos específicos da rotina escolar, queremos aqui conhecer esse processo e investigar os pressupostos que os embasam.

Seria o livro de literatura fonte apenas de conhecimento das estruturas da língua por onde se aprende regras para construção de orações coesas e corretas?

Ou seria a fonte do exercício da fantasia como propõe Rodari: constrói estruturas mentais para estabelecer relações como ‘eu, os outros’, ‘eu, as coisas’, ‘as coisas verdadeiras, as coisas inventadas’. Serve-lhe para tomar distância no espaço (‘longe, perto’) e no tempo (‘uma vez – agora’, ‘antes – depois’, ‘ontem – hoje – amanhã’). (Rodari, 1982, p. 117).

Para que o exercício da fantasia seja como nos propõe o autor, seria necessária uma reflexão sobre o modo como as crianças da Educação Infantil interage com este objeto, fonte de trabalho imaginário e infinito.

Até que ponto temos rompido  com os tão criticados “interesses pedagógicos moralizantes” que estiveram associados ao surgimento da Literatura Infantil?

Enquanto educadores questionamos a utilização de literatura de   caráter   moralizante e didático presentes nas salas de Educação Infantil.

Acreditamos que é necessário considerar o livro infantil como um portador de texto por meio de imagens e letras que traz conteúdo linguístico com    enriquecimento lexical e sintático, mas que também venha à tona a magia, o encantamento, a arte, a expressão, a troca, o contagiar-se pela literatura!

Nos Referenciais Curriculares Nacionais temos, infelizmente, a citação da forma restrita de como é vista e trabalhada a linguagem na Educação Infantil.

Percebemos as críticas às rodas de conversas que apenas possibilitam um monólogo com o professor, assim como as atividades de linguagem escrita. Mas também se esquece de colocar, neste mesmo documento, perante uma visão muito mais elaborada do que vem a ser um trabalho completo e bem planejado em relação aos vários tipos de linguagens que temos e podemos trabalhar na Educação Infantil e nas séries seguintes com a Literatura.

E, desta forma, nos perguntamos: Será que a Literatura tem ganhado espaço de fato no seu sentido amplo ou simplesmente lhe é concebido espaço por propiciar silêncio, atenção, concentração onde todos ficam quietos?

Defendemos uma proposta de atividade com o livro infantil que garante renovação de pensamento, onde há encanto, prazer, alegria e os personagens “vivificam” por meio de linguagens expressivas, criação, trocas, artes plásticas, rompendo com o estereótipo de utilizá-lo para entretenimento e ganhando um caráter ativo de criação e recriação.

É preciso conhecer um olhar diferenciado do que se tem visto em relação aos projetos que envolvem o livro infantil… Por que ainda tratamos o termo infantil como diminuição do trabalho esperado pelas crianças? Subjugamos muito o processo de desenvolvimento que a criança pode transformar e evoluir.

A prática da Educação Infantil precisa ser revista. Assim, entramos em nossa questão central: nos envolvemos, na verdade, numa inquietação em relação ao modo como o canto de leitura vem sendo utilizado em sala de aula?

O LIVRO, A LEITURA E A LITERATURA: INTERAÇÃO COM SIGNIFICADO!

Acreditamos que a questão do trabalho com a literatura na escola e na sala de aula ocorra não por falta de conhecimento das pessoas envolvidas, mas por ter uma estrutura e modo de pensar que está em transformação na maioria das instituições educacionais.

 Hoje, percebemos a maioria das escolas envolvendo o canto de leitura num canto da sala numa estante, com os livros dispostos um ao lado do outro, enfileirados, em pé, muitas vezes estando juntos a vários outros materiais                escolares: livros didáticos, pastas de tarefas, cadernos e massinhas. Alguns livros são lidos nos cantos de leitura, mas sua atuação é esporádica e o manuseio das crianças para com os livros também.

Como    estamos envolvidas nesta questão, tivemos o intuito, aqui neste artigo, de pensar em algumas sugestões para o canto de leitura para que este seja parte integrante da rotina das crianças da Educação Infantil.

Desta forma, o nosso foco principal de estudo é: “qual a relação entre o canto de leitura na sala de aula e o trabalho com a literatura infantil?”

Partindo do princípio que a concepção de roda de histórias, canto e de biblioteca estão envolvidos, pensamos em estar nos colocando neste sentido para esclarecer alguns detalhes.

Linice da Silva Jorge faz um relato sobre a roda de histórias, a qual deixa bem claro alguns equívocos que acontecem quando elaboramos está dinâmica. Conhecemos muito bem este trabalho: todos se sentam ao redor do professor, em círculo e ouve o professor… Mas Linice traz novidades! como diz o nome – roda de histórias – a palavra aí é circular, sem polo fixo, permitindo o exercício do narrar não só pelo narrador/educador, mas também pela criança, em oposição à tradicional ‘hora do conto’, que se constrói segundo uma linguagem polarizada, centrada no contador. Na roda, o narrar e o escutar alternam-se, movimentam-se, intercambiam- se”. (Dias; Nicolau, 2003, p.100).

Percebemos, então, a grande diferença entre uma dinâmica onde prevalece a fala do professor e outra onde privilegiam-se a interação das crianças com os fatos e os acontecimentos. Ao mesmo tempo em que podemos ter a hora do conto, onde o professor irá compartilhar uma história (seja ela da forma que achar melhor), não podemos colocá-la como única fonte de leitura e trocas da literatura. Temos que saber a diferença no trabalho com a participação das crianças e ressaltar este importante instrumento que temos e não conseguimos trabalhá-lo de forma integral: a linguagem.

Temos, também como verdade, o trabalho com bibliotecas (o que se faz com mais frequência nas escolas). Um trabalho voltado à pesquisa, organização e autonomia quanto ao que se vai fazer ou trabalhar no local: trabalho de área, trabalhos em grupos, procura de livros, entre outros.

O trabalho com cantos de leitura ou de histórias envolve alguns princípios, pois é um espaço preparado para um trabalho em sala de aula. Em primeiro lugar, ele deve fazer parte da rotina planejada.

Este trabalho envolve um princípio que sugere um foco todo voltado para a criança, onde podemos colocá-la como participante deste “pedaço” da sala e a todo momento vamos nos reportar a este canto. Tanto o grupo quanto apenas algumas crianças podem fazer parte dele:

e o foco do aprendizado não é mais o professor, e sim, a criança. Ele também pode ser flexível, sem local determinado, para maior versatilidade do grupo.

Mais uma vez iremos falar, aqui, da grande responsabilidade que o adulto possui quando organiza, também, os espaços/ambientes em sala de aula. A sua concepção de criança, educação, cultura e relações ficam aparentes nestes momentos. Por que a criança não participa desta organização, inteirando-se de suas próprias necessidades e caminhos?

QUAL É A CONCEPÇÃO DE CRIANÇA DE QUE ESTAMOS NOS REFERINDO?

Com a necessidade de maior protagonismo das crianças no espaço/ ambiente escolar, à procura de um autor que sugerisse nossa concepção de cantos ou organização espacial em sala de aula, pensamos em alguém que considerasse a criança como foco central da aprendizagem, caracterizando-a como autônoma e um dos responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento, observando relações, crescimento e amadurecimento dentro de cada faixa etária a ser trabalhada.

Desta forma, pudemos constatar em leituras feitas sobre o assunto, que o espaço e o tempo são componentes da rotina de sala de aula que estão sempre sendo necessariamente trabalhados… A criança que pergunta, levanta hipóteses, representa, está sendo ativa em seu processo de desenvolvimento e, nada mais justo do que ela mesma estar                continuamente elaborando seu canto de reflexão, de brincadeira, de troca de conhecimentos. Ela mesma se dá conta, que como a classe, o meio em que vive é flexível, que contempla diferentes formas de organização e que nada é definitivo… E se a história está presente em todos os lados, em todas as situações, a interação entre quem lê e a própria literatura pode estar em qualquer lugar! E por que não imaginarmos os cantos móveis em sala de aula, mesmo que sejam fixos em alguns momentos? ( Spodek, 1998, p. 125 a 130).

Dentro desta proposta de intervenção que elaboramos, percebe-se que falar em Literatura Infantil é falar integralmente sobre o mundo, não o selecionando, açucarando – o, facilitando-o. Ele deve ser abrangente e reflexivo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A intenção deste artigo é trabalhar com a leitura, os livros, a imaginação de cada estudante, a magia na escola ou fora dela. Dentro da rotina de sala de aula de escolas públicas e privadas, fazer o canto de leitura ser produtivo e real. Inserir o canto móvel e fixo de leitura no contexto de trabalho de sala de aula.

Entendemos produtivo enquanto estimulador de produções, ou seja, a leitura como ponto de partida para estimular às expressões diversas, sejam elas em linguagens plásticas, cênicas, escrita, oral, que todas as crianças trazem com mais ou menos potencial.

E que o mundo esteja aos olhos e ao entorno das crianças, adultos e adolescentes de forma igualitária, sem preconceitos… e de forma alegre e dinâmica!

POR: RITA DE CASSIA SODERO SALLES